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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Quem é Olavo Schneider de Carvalho?


Há alguns anos, quando eu ainda era colaborador do Mídia sem Máscara, um amigo, então aluno do Olavo de Carvalho em seu “seminário de filosofia” em São Paulo, relatou-me uma conversa que tiveram em que o professor lhe perguntou se seu sobrenome era de origem judaica. Ele respondeu que não, mas que, de fato, tinha uma avó judia. O Olavo então quis saber por qual via e, ao dizer que era pela materna, o professor afirmou: “Mas então você é judeu”! E complementou: “Se você fosse para Israel você seria reconhecido como judeu”!

Olavo de Carvalho se referia à Lei do Retorno, de Israel, que reconhece o status de judeu e confere cidadania a quem tenha uma mãe ou avó judia. Mas, a despeito do reconhecimento israelense, o Olavo já o considerava um judeu de fato pela simples ascendência, e apesar de saber que seu aluno era cristão.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Burros, pero no mucho...

Quem vai morrer não é o soldadinho de mentira. 

Infelizmente, os deveres laborais, para além de outro trabalho que estou prestes a acabar, não me permitiram concluir uma série de posts que comecei a publicar sob o título "Globalismo: a cartada sionista", porém, em breve retomarei essa série e concluirei a exposição do que tenho em mente. Mas estou convicto de que alguns leitores mais bem informados conseguirão chegar lá ao ler o tal post e cruzarem os dados lá expostos com o que vou dizer agora.

Diante da posição da Rússia, que já deixou bem claro que não permitirá mais nenhum avanço das fronteiras do bloco sob ocupação sionista em direcção a Moscovo, fica claro que as elites sionistas estão apostando tudo na queda de Putin, afinal, a sua bem sucedida política externa é sua a única garantia a nível interno, e não estão minimamente preocupados com a possibilidade de um novo conflicto mundial, do qual podemos esperar, graças aos avanços tecnológicos e aos retrocessos morais das últimas décadas, algumas centenas de milhões de vítimas.

Nessa guerra, posso garantir, numa perspectiva política convencional, que nem o Ocidente e nem a Rússia sairão vencedores. Na melhor das hipóteses, a Rússia conseguirá destruir as maiores ameaças à sua existência nos dias de hoje e sobreviver, mas dificilmente conseguirá manter as fronteiras actuais. O Ocidente, se tivermos em conta o estado da sua maior garantia de segurança, o arsenal nuclear, será completamente arrasado, e só a China, uma verdadeira incógnita, pode vencer e ganhar com tal conflicto, se conseguir gerir os acontecimentos de forma a criar as circunstâncias ideias para a sua expansão. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ISIS: Preparando o terreno para algo em grande

Passados quase quinze anos desde o 11 de setembro, evento cuja versão oficial foi desmentida por inúmeros factos e cujas versões não oficiais fazem cada vez mais sentido à luz das revelações que vão aparecendo e, em especial, também dos desenvolvimentos políticos desde então, é inaceitável que se continue a  acreditar ingenuamente nos meios de comunicação em massa tal e qual fizeram as primeiras massas atingidas pelas ondas de rádio, aquelas mesmas massas proletarizadas que riram das comédias onde abundavam guerras de comida e faltava conteúdo. infelizmente, esse fenómeno de massificação também atingiu a classe letrada.

Só assim se consegue fazer com que o mesmo truque seja repetido vezes sem conta com sucesso, e que seja justamente essa classe a maior responsável por divulgar o engano. Tal e qual nas comédias, onde as mesmas piadas, apesar de repetidas vezes sem conta sob diversas variações, provocam o riso na maioria, na política a repetição tem sido a regra, e as semelhanças com os resultados obtidos a partir das técnicas desenvolvidas por Pavlov não são fortuitas. Assim, as elites não têm problemas em mentir temerariamente, como é flagrante no caso do sofisticado atentado supostamente conduzido desde as montanhas de uma terra perdida onde a única inovação desde o paleolítico foi o Ak-47. Façamos agora um "tour" pelas mentiras desde o 11 de setembro, evento que, mesmo se acreditarmos na versão oficial dos factos, teria sido organizado por um agente da cia pertencente à casa real saudita!

terça-feira, 24 de junho de 2014

77 notas sobre a "aulinha" de Sidi Ahmad, o "Gugu"

Deu prá entender? (há quem realmente tenha dado para isso;).

Levando em conta que há pessoas que não perderão o seu precioso tempo assistindo a aulinha do Gugu, e que muitos assistirão, mas nada entenderão, resolvi pedir ao meu irmão os seus apontamentos da aula recomendada no post Curso Olavo de Invocação do Capiroto.  

Colocarei as 77 notas sobre a tal aula em bruto, sem correcções, pois tenho menos paciência para corrigir as notas sobre as aulas do Gugu do que para a própria aula. Aqui seguem as notas, e antes dela segue o endereço da aula, que ainda está disponível no youtube:

Princípios de Cosmologia Tradicional - 01


25 min - "Solve Et Coagula". (ver figura do Baphomet).

30 min – Piada provocativa sobre o facto de que se não sabes o que desejas, não irás encontrar nada, em que fica claro que tens de saber qual qualidade ou coisa desejas alcançar pois sem isso é impossível realizar um pacto. 

38 min – “o que vale a pena neste mundo é conhecimento e virtude o resto tudo se obtém”. (conceito de 
gnosticismo puro, o culto do conhecimento como ponto máximo da existência humana e salvação, sendo 
assim uma virtude). 

39 min – “tudo no mundo é bom, até certo ponto, depois só acumula trabalho” (interessante pensar no 
pecado a partir dessa perspectiva “mágica”). 

40 min – “quanto mais melhor, temos é que adquirir, não importam os meios...” (Preciso comentar? Os fins justificam mesmo todos os meios? Até a venda da alma?). 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Algumas palavras a respeito da agressão contra a Síria



A rejeição da guerra contra a Síria por uma pequena maioria da Câmara dos Comuns foi uma boa notícia, afinal, agora Obama ficará ainda mais isolado, contando apenas com outro apoio "significativo": o governo francês. Porém, terá que fazer uma guerra sem consultar o Congresso, ignorando a Constituição - para variar - e o facto de apenas 9% dos americanos apoiarem a agressão. O que dizer da ideia de representatividade e da independência de poderes diante desses factos? Os liberais que respondam!

Relativamente à França, onde o governo mais impopular das últimas décadas promove uma guerra cultural e policial contra a população nativa para impor uma agenda que ela rejeita em massa (coisa que Assad nunca fez), não haverá esse tipo de embaraço, afinal, o parlamento está muito mais bem controlado e o governo francês não se preocupa com esse tipo de formalidades. A verdade é que o governo francês já está em guerra, não declarada, com a Síria, como provou a captura de comandos franceses pelas forças sírias no ano passado, notícia omitida dos grandes media, detalhe volta a nos remeter à falácia da teoria liberal da independência dos poderes e da suposta liberdade de imprensa. Como é possível que tudo isso aconteça e ninguém seja responsabilizado? Para nós, acostumados à política portuguesa (brasileira também, no meu caso), não é difícil responder a questão, mas apenas se quisermos chegar à verdade ao invés de agradar a audiência com um discurso iluminista. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Da eficácia da tradição como bússola da política (4º parte)



Não fazemos navios pois somos governados por quem nos faz comprar sucata afirmando que é arte.


Passado pouco mais de um século e meio desde a imposição do liberalismo por cá, qual foi o resultado concreto obtido por um regime que era promovido como a solução para o excessivo poder da coroa e a corrupção em torno dela, contra a taxação abusiva e o autoritarismo? Numa primeira fase, se construiu um estado omnipotente que não hesitava em se aliar a poderes externos para submeter o povo a medidas que este não aceitava, totalmente nas mãos de magnatas parasitas do erário, e que apesar de ter mais do que dobrado a taxação, que chegou aos 10% do PIB, apesar do magnífico confisco de bens imóveis à igreja, ainda assim recorreu ao endividamento externo, que chegou a 100% do PIB no final do período liberal monárquico. 

O poder do mesmo sobre toda a economia agora centralizada levou a uma especialização suicida da nação, o que se tornou óbvio com a crise despoletada pela filoxera, e Portugal ficou para trás nos domínios da tecnologia, da economia e da educação, tudo em nome da santa doutrina da vantagem comparativa de David Ricardo (homem cuja biografia deveria despertar um mínimo de desconfiança da parte de um português com educação histórica). Até na tecnologia naval, em que estávamos na ponta no princípio do século XIX, como atestam os relatórios e observações de oficiais navais britânicos, ficamos para trás e fomos ultrapassados por nações como a Dinamarca, a Suécia e a Noruega! Na indústria, onde chegamos a estar por algumas décadas na linha de frente, apesar das nossas limitações para a industrialização decorrentes da falta de gente e abundância de recursos naturais, disputando mercados exteriores com a Inglaterra no sub-sector dos têxteis de algodão, conseguimos não apenas perder o comboio, mas ainda por cima ficamos dependentes e passamos a cultuar o que vinha de fora, como faziam os índios de séculos anteriores com os nossos pentes e espelhos. Hoje não é muito diferente e observamos imbecis a viver como ciganos em troca do benefício duvidoso de circular num carro de marca e portar engenhocas inúteis.  

A partir daí, com a queda da monarquia, não é preciso dizer muito mais. Após um período de autoritarismo que nada fez para acabar com os principais males do liberalismo e se limitou a policiar a sociedade, à excepção da economia, onde, abandonando o dogma liberal do livre-comércio exterior como panaceia para todos os males, conseguiu-se pela primeira vez em mais de um século algo de positivo que poderia ter dado resultados que teriam colocado Portugal num patamar superior, ainda que inferior ao que pode aspirar, temos novamente um estado fundado sobre princípios liberais e que caminha na direcção do socialismo, como tem acontecido por toda a parte. Os impostos, apesar de absorverem mais de 40% do PIB, não cobrem os gastos, levando a um défice de 10% que impossibilita a reducção da dívida externa do estado, em cerca de 150%.

Mas deixemos isso de lado e passemos ao que considero mais importante, que é dar um exemplo de como a tradição pode ser um bússola eficaz para a acção política. Para isso, decidi atacar uma frente em que os liberais se julgam mestres, a economia, para demonstrar o que digo. Faço apenas um ressalva: ao ler as intervenções sobre economia de liberais monárquicos num debate recente, alguns deles bem conhecidos de todos, fiquei estarrecido com a ignorância dos mesmos. Nesse ponto, os liberais republicanos não caem tão baixo, apesar de não conseguirem chegar a lado nenhum pois não passam de repetidores de ideias em voga sem nenhuma erudição histórica e conhecimento da actividade económica in loco. Mas antes de avançar, o que farei num outro post, faço apenas mais algumas observações.

O tradicionalista, como já afirmei,  olha para a nossa tradição política e daí tira princípios a serem usados na análise da nossa situação presente e na formulação de soluções adequadas, sabendo que é através da prática que vamos desenvolver maneiras eficazes de lidar com os desafios e compatíveis com o no nosso modo de ser. Esses princípios permitiram que os portugueses, incluindo o período anterior ao se terem feito portugueses, se adaptassem à mudança, vencessem os desafios e conseguissem manter as suas liberdades quase intactas durante cerca de um milénio, apesar dos abusos centralizadores de alguns reinados, como o de D. João V e o de Dom José I. E o que se passou desde a imposição do liberalismo? Instabilidade quase permanente e ditaduras intermitentes! E a intensidade dos perigos nos períodos de agitação, assim como o poder das ditaduras, aumenta com o passar dos tempos graças ao engrandecimento de um estado que a sociedade não consegue controlar, mas que foi criado e é controlado em prol do interesse de alguns que visam colocá-la numa camisa de força, ainda que para isso a tenham de destruir.

Quanto a essa camisa de força, lembremos que esta já nem é costurada a nível nacional, mas sim a nível transnacional. E aqui os monárquicos liberais voltam a  tomar partido contra os portugueses, afinal, não são eles defensores da ideia de que Portugal não pode ficar fora da tal união europeia pois esta é a modernidade, acabando por aceitar implicitamente a ideia de que mais vale dirigir a nação a partir de uma instituição tecnocrática dominada por nacionais daqueles mesmas nações que eles reverenciam do que tentar um caminho próprio? Enquanto o fazem, mantém a retórica patriótica, falando em mar e nações lusófonas, mas isso nunca sai do domínio poético (tal e qual os discursos presidenciais). Mas isso não esconde a realidade, que é o seu apoio ao processo de transformação de Portugal numa feitoria que há de levar, sem dúvidas, ao seu fim histórico. Na visão dessa gente, apesar da retórica, vale mais o Chile, cuja independência nunca foi posta em causa e é visto como exemplo em muitas coisas, do que Portugal, que deve perdê-la para chegar a algum lado. E aqui voltamos a esbarrar na tal característica que assemelha liberais e socialistas à qual já fiz alusão. Ao encarar um problema por eles próprios criado, eles imputam a culpa ao povo, que neste caso se limitou a adaptar-se ao que lhe foi imposto pela força, muitas vezes seguindo o exemplo dado pelos próprios liberais...

Sendo tudo culpa do povo, torna-se fácil justificar o que é crime de alta-traição: entregar o comando da nação a poderes externos mais poderosos e afastados do homem comum do que os poderes actualmente controlados pelos ainda inquilinos de Portugal.  

Continua