quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Bolsonaro, o Astrólogo e Bannon: canibalismo, ingerência e Código Penal Militar

Vale a pena dar uma lida...


O astrólogo Olavo de Carvalho foi um crítico incansável de Barack Obama, acusando-o de ser um agente de Moscovo, a mesma acusação que levanta desde sempre contra todos os opositores e que agora lança contra os generais brasileiros. O astrólogo, que recentemente se reuniu com agentes do Departamento de Estado Americano e jantou com Steve Bannon, levando seu filho sargento dos marines, Pedro de Carvalho, também batia na tecla da certidão de nascimento de Obama, insistindo na "tese da naturalidade queniana" e defendendo que a eleição de um não americano para o executivo era um passo fundamental para o globalismo. Lembro isso para que entendam a confusão mental em que Olavo lançou os seus discípulos e fanáticos, que acataram com a maior naturalidade a sua indicação de um chicano para o Ministério da Educação(!). O cucaracho não precisou de muito tempo para expressar o desprezo pelos brasileiros, se igualando nisso ao próprio astrólogo:


Bom, não me surpreendo que o cabeça de taco Velez pense isso dos brasileiros, afinal, sabendo que é membro da irmandade olaviana, cujo guru foi um mestre em se apropriar dos bens de viúvas carentes, e dos prémios pecuniários de terceiros, deve ter presenciado coisas como o churrasco de placenta do filho marine do astrólogo, Pedro de Carvalho, entre outras cositas:



Hannibal Lecter aprova a nora do astrólogo... 
Yummy!
É só a placenta, sua gulosa.  Desvia esse olhar esfomeado para o Frota!
O meu é bem passado!

Por outro lado, essa proximidade de gente esquisita, que levou el rey de la salsa, Ricardo Velez, a indicar o catamita mais antigo de Olavo de Carvalho, Sílvio Grimaldo, para um cargo de confiança no seu ministério,  também o leva a recordar factos que provam, dessa vez no sentido figurado, que os brasileiros são canibais e se comem uns aos outros. Bom, acho que expliquei isso num post no facebook em resposta ao texto difamador lançado por Sílvio Grimaldo contra a minha pessoa, recentemente publicado no Terça Livre, canal onde Allan “Endrogan” dos Santos, um acervo ambulante da teratologia com característicos trejeitos barrocos e voz de contra-tenor, e sem nenhum nenhum sentido do ridículo, dá a cara ao público.





Como sabemos, o tal nacionalismo dessa “internacional” só é nacionalismo se pensarmos no interesse nacional americano, como um americano, ficando pela retórica patrioteira em nações periféricas como o Brasil, como a entrega da Embraer para o gigante americano Boeing, o alinhamento automático com as orientações de Washington e Telavive, o convite aos americanos para instalarem uma base militar no Brasil e a disposição para ceder a soberania na Amazónia provam. 

Portanto, estamos diante de uma internacional que usa das mesmas artimanhas retóricas de Olavo de Carvalho, que afirma defender o Brasil e lutar pela defesa das liberdades quando faz exactamente o contrário, e que se propõe fazer revoluções em todo o mundo, tendo inclusivamente Steve Bannon afirmado em público que Bolsonaro é parte de uma revolução mundial! Será preciso fazer um desenho para que todos entendam a gravidade disso?

Agora voltemos no tempo. Imaginem qual seria a reacção na época de Lula da Silva se o Lulinha fosse nomeado para liderar um Foro de São Paulo que fosse mais que um mero saco de gatos ideológico sem capacidade de coordenação de esforços, como provou a queda recente de quase todos os governos de esquerda da América Latina, sem nenhuma resistência.  Um foro que fosse uma organização coesa a nível ideológico, financiada por fundos multimilionários, ligada a uma internacional revolucionária determinada a fazer o mesmo na Europa Ocidental e disposta a promover a revolução em toda a América Latina usando de todos os meios disponíveis, incluindo o uso de milícias paramilitares ligadas ao crime e da força militar de uma super-potência externa, como a China. Imaginem qual seria a reacção popular se o Lulinha fosse nomeado por um multimilionário chinês, ligado aos sectores mais agressivos e expansionistas dos serviços de informação de Pequim, para ser o líder latino-americano de um movimento que se proclama publicamente, sem nenhum pudor, revolucionário?

Pois bem, me parece incrível, ainda mais depois da guerra aberta do mentor do clã Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho, contra o último pilar material da soberania brasileira, as forças armadas, e em prol da destruição de todas as garantias constitucionais, a começar pela liberdade de imprensa, que ninguém viu o óbvio: o presidente Bolsonaro e o seu clã, sob orientação do astrólogo da Virgínia, são coniventes com uma campanha revolucionário que passa, num primeiro estágio, pela subversão gradual da actual constituição, tudo isso em prol de interesses estrangeiros e ostensivamente arquitectada desde fora, tendo por centros motores o Departamento de Estado americano e um maluco milenarista que deseja jogar o "Ocidente" numa guerra apocalíptica contra o Islão e a China e vê o Brasil não como parte do Ocidente, mas apenas como uma colónia mestiça de um Ocidente que para ele, assim como para todos os americanos, se resume à América do Norte e à Europa Ocidental, não passando a América Latina e a África de territórios a serem usufruídos!

Perto disso, o affaire Queiroz, o envolvimento dos Bolsonaro com as milícias e os assassinos de Marielle e o "esquema de caixa dois" ligado à promoção de mensagens  no Whatssapp são uma mera brincadeira. Para ser mais explícito sem ter de recorrer a um desenho, posso assegurar que se rebentasse uma guerra contra a Venezuela, tal e qual desejam os EUA, e o Brasil fosse envolvido, como desejam Ernesto Araújo, Bolsonaro e Olavo de Carvalho, Bolsonaro não apenas estaria em risco de perder a presidência e a liberdade, mas poderia ser condenado à punição máxima prevista no Código Penal Militar. 

Leitura complementar:  Mourão não é útil e é desagradável, diz Steve Bannon
 


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Os objectivos da campanha de difamação das Forças Armadas promovida pelo sedicioso Olavo de Carvalho




O drombo, anão e astrólogo Olavo de Carvalho 
instigando a sedição, desde uma distância segura...




Limitado na sua acção de desestabilização do Brasil pela ala militar do governo Bolsonaro, que deu um basta à olavização do executivo e impediu que a influência deste, nas figuras de Ernesto Araújo e Filipe G. Martins, impusesse ao Brasil uma guinada revolucionária e lesiva ao interesse nacional na política externa, o astrólogo Olavo de Carvalho iniciou uma violenta campanha de difamação contra o general Heleno, o general Mourão e as Forças Armadas brasileiras após a visita, acompanhado do seu filho Pedro de Carvalho, sargento do United States Marine Corps, ao Departamento de Estado americano, o centro nervoso dos interesses mais importantes dentre os que promovem essa guinada danosa ao Brasil. Tudo isso no mesmo dia em que jantou com Steve Bannon, o milenarista especializado no uso político das redes sociais e media alternativos que deseja espalhar “revoluções” pelo planeta. Conhecendo os métodos do deep state americano, e as técnicas de enganação do astrólogo, é fácil perceber o que se passa.

Tais ataques nas redes sociais e noutros meios visam num primeiro momento mobilizar as massas contra os generais, de forma a criar pressão psicológica directa através da intimidação, assim como demolir a autoridade das chefias das forças armadas, como se pode constatar nos ataques incessantes ao General Paulo Chagas perpetrados pelos linchadores olavistas. Nunca imaginei que um general brasileiro seria tratado dessa forma por uma turba de celerados! Para além do factor psicológico de desmoralização das forças armadas, passando a ideia de que essas massas representam a maioria da população e testando a resolução dos militares seleccionados como alvo, e a coesão deles, ao mesmo tempo em que se destrói o respeito pelos comandantes entre um público cada vez mais radicalizado, acanalhado, seguro da sua força e sedento de sangue, aqui são dados os primeiros passos para se criar um movimento de massas cujo fim é tomar as ruas, ao melhor estilo primavera, sob o pretexto da luta contra o comunismo, que, segundo a narrativa olaviana, estaria por detrás de uma conspiração militar para derrubar o presidente Bolsonaro, aquele mesmo que deseja vender a Amazónia aos EUA e já deu aval para a absorção da Embraer pela Boeing, para preparar uma suposta entrega do Brasil e da América Latina para russos e chineses!

Tal campanha será conduzida em várias frentes. Será explorado ao máximo, recorrendo inclusivamente à mentira, tudo o que possa causar escândalo e arranhar a imagem de honestidade e eficiência das Forças Armadas e dos seus comandantes, e se tentará associar os fracassos da presidência aos militares, passando a ideia de que Bolsonaro não pôde cumprir as promessas eleitorais por oposição destes, agora associados aos sectores políticos tradicionais e aos comunistas, que supostamente continuariam dando as cartas no Brasil dominando o “estamento burocrático”, a imprensa, os sindicatos e as universidades. Muito possivelmente, para despoletar, por reacção, as acções de rua depois da criação de “massa crítica” suficiente nas redes sociais, acções de radicais de esquerda serão incentivadas desde fora, com financiamentos por diversas vias, para dar “corpo” ao tal perigo comunista numa reedição do que foi feito nas Jornadas de Junho em 2013, mas desta vez em prol do presidente.


Tal movimento “espontâneo” de rua se posicionará como defensor do "legítimo" governo olavo-bolsonariano e terá como objectivo preparar o terreno para um “golpe de estado plebiscitario”, ao melhor estilo chavista,  de forma a impor ao Brasil a agenda que Washington e Telavive desejam impor (ou, no mínimo, causar uma crise  politica), ou seja, a submissão total, numa primeira fase, e a preparação de um cenário em que, futuramente, num quadro de fractura total da sociedade brasileira possa renascer uma esquerda ainda mais radicalizada decidida a tomar o poder a qualquer custo. Nada de original. Isso, com variações resultantes das diferentes circunstâncias, tem sido feito desde a secessão da Jugoslávia. As primaveras árabes e a desestabilização da Ucrânia, proclamada por Olavo como o modelo a seguir nos meses que precederam o impeachment (a tal tomada do poder pela rua que ele tanto desejou e acabou, segundo as palavras dele, sequestrada pelas raposas da política...), fornecem uma excelente analogia do que acontecerá à América Latina se o Brasil cair de vez. Se nada for feito, dentro de alguns anos teremos ditaduras e guerras civis espalhadas por todo o continente, no mínimo.

Olavo é um sedicioso que deve ser neutralizado rapidamente. Seus discípulos devem ser identificados e acompanhados pelos serviços de inteligência e, no caso daqueles que não são apenas casos do foro psiquiátrico, onde se encaixa a maioria da turba, mas promotores conscientes do golpe em preparação, categoria onde se incluem todos os olavistas presentes na grande imprensa, nos sites de fake news olavianos e nos canais de youtubers famosos ligados ao bruxo, devidamente julgados e punidos pela lei.

De resto, aproveito algumas palavras do artigo do sicofanta Mário Chainho, figura muito próxima do drombo que por aqui já escreveu (e sou eu o espião!), usado por Olavo de Carvalho para me difamar:


Quem diria que passados quase cinco anos a Venezuela estaria no centro da política internacional, com russos e americanos disputando posições no que, até então, era um continente à margem do Grande Jogo, e que o Brasil seria atirado para o centro disso tudo! Apesar de ter muitos reparos a fazer ao meu artigo original, à luz do que descobri nos últimos anos, o fundamento é sólido e merece ser levado em consideração por todos aqueles que desejam entender o que se passa no Brasil e na América Latina. O artigo original, para quem não conhece, se chamava "Expondo um Agente Provocador Brasileiro".