terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A raiz do antinacionalismo "disfarçado" de Bolsonaro

Conde é o ca...lho. Eu sou o rei dessa po..ra! 
Dom Afonso Henriques, na historiografia olaviana, 
foi uma espécie de líder de facção e Portugal era uma boca de fumo .


Para se entender a raiz da subserviência de Bolsonaro aos interesses estrangeiros, expressa politicamente na escolha na dupla Ernesto Araújo/Paulo Guedes, é necessário compreender o pensamento do seu guru, o ocultista Olavo de Carvalho. Ainda lembro do mesmo, repetidas vezes até o ano 2013, explicar uma suposta covardia dos brasileiros atribuindo-a à herança lusitana. 

Segundo o guru, isso se devia ao facto de terem os portugueses vivido durante séculos numa posição de incerteza, espremidos entre os senhores muçulmanos e cristãos. A imbecilidade de tal opinião, ou melhor, palpite, salta à vista de qualquer conhecedor da reconquista. Olavo apenas provou que desconhece os factos básicos do processo, como as sucessivas deslocações de populações cristãs do sul da Península Ibérica para norte e a posterior ocupação do sul despovoado a partir do norte, para além da própria história militar luso-brasileira. Se a guerra brasílica contra a WIC, contemporânea do esforço militar português no velho continente contra os temidos tercios espanhóis (e no caso dos espanhóis, por qual razão não valeria o mesmo raciocínio?), fosse conhecida do auto-proclamado sábio, deveria bastar para que tal ideia pueril fosse descartada e não chegasse ao cúmulo dessa formulação artificiosamente idiota, que mostra que a sua imagem mental do medievo ibérico foi inspirada em filmes sobre o feudalismo inglês ou francês! 

Tais imbecilidades, expressas com um tom de certeza e com um grau de detalhe que dão a impressão de que ele realmente estudou o assunto,  são a regra no pensamento olaviano, e não se restringem apenas à História, mas abrangem a própria Filosofia, área que supostamente domina (ver aqui). Recentemente, seu discurso público sobre essa suposta covardia luso-brasileira mudou por mera conveniência pois caía mal entre os monárquicos, para além dos católicos em geral, mas os fundamentos continuam lá, ao menos para os mais atentos, como se poderão constatar na obra de propaganda “Brasil Paralelo”. 

Hoje li um artigo que pega na "obra magna" do bruxo da Virgínia e dá mais um exemplo da ignorância desse autodidacta lusófobo oriundo do submundo da astrologia. Aqui deixo um trecho:


Tal pérola merece ir para os anais da imbecilidade travestida de sabedoria! Olavo, em questões históricas, está ao nível de uma conversa de bar ao estilo “os portugueses roubaram o ouro do Brasil” e o seu pupilo, Jair Bolsonaro, que nem sequer domina a língua-pátria, consegue ser ainda mais raso. Não é por acaso que se comporta como um lacaio perante aqueles que lhe causam complexo de inferioridade, que são os mesmos que embasbacam o seu guru, um provinciano encantado por uma América que jamais compreendeu e que jamais o aceitou. Quanto a essa falta de aceitação, no Brasil, ele podia reclamar de não ter sido convidado para dar aulas alegando que isso se deve a uma suposta inveja da academia brasileira em relação ao seu génio (quem mais, a não ser o grande Olavo, o Jack Parsons tabajara, poderia ter feito um experimento de transmigração numa Barca Egípcia construída por ele próprio e ser aclamado pela populaça como o maior sábio da nação depois de um internamento num hospício?). Mas e na América, como ficamos? 

Incrível que um gigante do porte de Olavo de Carvalho, que até recebeu um visto de génio, seja completamente ignorado em Harvard, Yale ou Princeton, apesar de todos os seus esforços para chamar a atenção da academia e da inteligentsia local! Bom, talvez a academia americana seja dominada por comunistas e o "KGB" deu ordens para que ele fosse ignorado, afinal, é o homem que derrotou Dugin...

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O princípio do fim...


Um metro e meio de degeneração absoluta...

A revista Veja, a mais importante publicação semanal do mundo lusófono, percebeu a importância do papel desempenhado pelo guru de Jair Bolsonaro e até lhe meteu na capa. É o princípio do fim, meus caros. Bastará que a vida do sujeito seja investigada por quem tem recursos para que toda a seita caia, e para que o Brasil inteiro perceba que não pode ser dar ao luxo de ter um imbecil dominado mentalmente por um criminoso dessa espécie na presidência.

Quero agradecer a todo o pessoal da revista Veja, e inclusivamente convidar os jornalistas envolvidos na reportagem para almoçarem - ou jantarem - comigo quando vierem a Portugal. Eu faço questão de vos levar ao melhor restaurante na minha zona e ainda pago a conta. De resto, volto a frisar a importância do trabalho exposto na série Desconstruindo Olavo de Carvalho, desenvolvido por Caio Rossi e focado na desconstrução das concepções metafísicas da seita olaviana,  e no documentário Adubando o Jardim das Aflições: Olavo de Carvalho, um caso de polícia?, inteiramente produzido pelo meu irmão, Jorge Velasco, e focado na biografia deste criminoso e chefe de seita elevado ao posto de ideólogo do governo brasileiro.

Para terminar, rogo às autoridades para que investiguem as actividades do bruxo da Virgínia. O Brasil é um país importante demais para ser governado por gente que faz a dinastia Duvalier do Haiti parecer o mal menor...  








P.S: E não esqueçam o Felipe Moura Brasil, responsável pelo livro de propaganda que promoveu este tumor quando do início da "primavera brasileira".

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Bozonari: um clã de idiotas de aldeia

Basta olhar o sorriso para concluir que San Martino di Vinezze também ficou a perder!


Não fosse o meu amor pelo Brasil, sentimento que me levou aos estudos históricos, estaria dando gargalhadas às custas do clã Bolzonaro. Não sendo assim, sou obrigado a preparar o meu estômago para os futuros encontros com amigos de outras nacionalidades com os quais gosto de "esgrimar" provocações que focam no lado ridículo das respectivas nações. Durante os anos de Lula, estive numa posição bem difícil, mas nem os piores momentos de Luís Inácio me prepararam para o que vem aí, caso não haja um plano B que nos salve dessa gente. 

Não bastasse a visita aos EUA do pimpolho mais velho do pupilo mais bem sucedido de Olavo de Carvalho, o bruxo da Barca Egípcia, com um boné de campanha pró-Trump, quando qualquer novato em questões políticas sabe da importância de se obter apoio de ambos os partidos nas duas casas do legislativo quando se deseja obter um bom acordo comercial com aquela nação, ou qualquer outro tipo de acordo (e logo após eleições legislativas que darão uma maioria aos democratas na Câmara de Representantes num quadro onde Trump, com baixa popularidade, não garante a fidelidade dos próprios republicanos!), eis que agora o futuro presidente do Brasil resolve bater continência para John Bolton numa "cerimónia" onde só faltaram talheres de plástico, latas de Coca-Cola e o Grupo Molejo*. Só faltou presentear Bolton com um macaco!





Para além dos brasileiros e daqueles que amam o Brasil, também devem estar tristes os habitantes da aldeia do Veneto de onde vieram os Bolzonari, San Martino di Vinezze. Levando em conta a qualidade da família, eles podem ter a certeza de que perderam os mais notáveis idiotas de aldeia que alguma vez pisaram no mundo!

* E o nosso amigo Ernesto Araújo, iniciado da seita de Olavo de Carvalho que até hoje era apenas uma piada entre os seus colegas do Itamaraty, estava lá para provar o seu tacto diplomático!

Bolsonaro, um presidente zoofilo sob domínio mental de um tarado e chefe de seita




A partir do momento que comecei a acompanhar Olavo de Carvalho pelas redes sociais, o que era muito diverso de ler artigos escritos com cuidado e ouvir esporadicamente programas de rádio voltados para um público mais vulgar, comecei a notar certos padrões perturbadores. A sua obsessão pelo ânus e por falos, com destaque para os africanos, tudo isso recheado de histórias bizarras envolvendo experiências grotescas e uma necessidade doentia de simular virilidade e inventar histórias de bravura altamente suspeitas, acabou depois por fazer sentido, já quando tomei contacto com relatos de pessoas que com ele conviveram, histórias que, na sua maior parte, omiti do público por pudor. Mas ainda assim deixei escapar algumas coisas, como a existência da "malinha secreta": 


A misteriosa malinha do "filósofo" Olavo de Carvalho



Hoje fui bloqueado na rede social facebook devido a uma campanha de denúncias em massa promovida pelos fanáticos do guru de Jair Bolsonaro, mas fiquei a saber que o chefe de seita atacou o ex-presidente Luís Inácio da Silva, do qual fui sempre um opositor (digo isso para que os recém-chegados não se enganem a meu respeito), a propósito de uma pergunta que atiçou as suas taras, respondendo à questão sobre o seu posicionamento a respeito da educação sexual acusando o ex-presidente de violar cabritas. Até hoje não soube de nenhum caso de zoofilia envolvendo Olavo de Carvalho (apenas de sacrifícios de gatos e galinhas de Angola em rituais de magia negra), mas aqui o duplo padrão de avaliação dele volta a ser exposto, afinal, Lula já foi presidente, portanto, já não entra na equação, mas o futuro presidente admitiu em público que estuprou galinhas, entre outras coisas que, ao menos para mim, são bastante invulgares e desqualificam qualquer um para um cargo de tal importância:





Caros, acho que não é preciso ser uma mente brilhante para perceber que, especialmente num mundo onde a informação é tão fluída e os meios de divulgação tão eficazes, e relativamente baratos e acessíveis, um imbecil desses não é apenas incapaz de exercer o cargo executivo, mas será facilmente submetido a pressões extra-oficiais até pelo mais tosco e primitivo serviço de informação existente no mundo. Com tantas pontas soltas, e ainda por cima sendo dominado mentalmente por um tarado e chefe de seita, o Palácio do Planalto terá as portas escancaradas. Talvez isso explique a insistência com que o clã Bolsonaro, apesar das pressões de gente bem próxima e com um mínimo de sensatez, como o general Mourão, está empenhado não apenas em transformar o que deveria ser - e sempre foi - uma política de estado numa mera política de governo, mas ainda por cima a cometer um acto de estupidez ímpar na história da diplomacia mundial, afinal, nossa amizade com Israel não depende disso, mas as nossas relações com o mundo muçulmano, tão importantes desde os tempos do general e estadista Ernesto Geisel, serão postas em causa:


Mudança de embaixada em Israel está decidida, diz Eduardo Bolsonaro

  

Ainda é tempo para se evitar o pior. Como já afirmei, bastará um teste de QI para se provar que o futuro presidente padece de um ligeiro retardamento, e a sua saúde física também não o habilita a um cargo tão exigente. Parafraseando o mote da campanha do atrasado: é melhor "jairem" pensando num plano B...

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Quando o guru Olavo de Carvalho nega o bruxo Olavo de Carvalho



Olavo de Carvalho, numa discussão acesa com o jornalista Gilberto Dimenstein que ainda corre, veio negar que alguma vez afirmou que Barack Obama era membro do KGB (ver acima). Bom, posso garantir que afirmou não apenas uma, mas inúmeras vezes. Aqui posto um exemplo recente, que ainda não foi apagado do Twitter do drombo da barca egípcia, agora guru de Jair Bolsonaro. Podem  acessar o link abaixo:


De resto, o pasquim português Observador, que já tomou posição favorável a Bolsonaro, apesar da ignorância total dos seus membros a respeito do Brasil, país que conhecem ainda menos que Portugal, já veio dar voz a uma defensor local do bruxo da Virgínia. Enfim, fica confirmado, mais uma vez, o que aqui escrevemos a respeito do jornaleco do ex-maoista e eterno menino de recados Zé Mané Fernandes. Como diz o antigo adágio, asinus asinum fricat.

sábado, 24 de novembro de 2018

General Mourão: uma surpresa positiva

Espero, para bem do Brasil, ter de pedir desculpas ao general Mourão.




Quem acompanha o blogue sabe que critiquei o General Mourão sem dar quartel. Em verdade, o ataquei com uma virulência invulgar. Mantenho a minha posição sobre os pronunciamentos que me causaram ojeriza, porém, diante da moderação, realismo e responsabilidade que ele tem demonstrado nos últimos dias, quando o que o Brasil mais precisa é justamente disso, não hesito afirmar que ele, gradualmente, tem ganho a minha simpatia. 

Tudo me leva a crer que, ciente da nova realidade e da importância do cargo, o patriotismo - e o respeito próprio - do general Mourão ganhou alento e isso o tem levado, pouco a pouco, a se transformar numa peça fundamental para que o Brasil resista à loucura de Jair Bolsonaro, ou melhor, levando em conta que Jair Bolsonaro é um atrasado mental sob total domínio do líder de seita Olavo de Carvalho, ele é hoje a primeira linha de defesa contra o “olavismo”.

O general Mourão não apenas se posicionou contra as imbecilidades defendidas pela caricatura de cruzado que meteram à frente do Ministério das Relações Externas, o ufólogo e membro da seita olaviana Ernesto Araújo, como chegou ao ponto de dizer, de forma elegante, que Jair Bolsonaro é um completo imbecil desconectado da realidade.

Espero, com toda a sinceridade, ter de me desculpar pessoalmente ao general Mourão e dar razão ao actual chefe do exército, o general Villas-Bôas, detentor da minha confiança e admiração, que afirmou ser o general Mourão um excelente soldado. 

De resto, torço para que, caso o general Mourão venha assumir a presidência,  o que acho provável tendo em conta que Jair Bolsonaro é um desequilibrado sob domínio de um líder de uma seita milenarista, e há base legal para se depor legalmente um chefe de estado por incapacidade, que ele impeça a venda da Embraer, reforme a Petrobrás, tornando-a uma empresa mais transparente e imune à pressão de sectores políticos que a vêem como um bolo a ser dividido no jogo partidário, e conceda o perdão ao Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, para além de dar maior atenção às forças armadas, especialmente em relação ao desenvolvimento de tecnologia militar. 

Quanto ao seu viés liberal e à sua inclinação para uma relação mais estreita com os EUA, não vejo nisso mais do que um ponto de discordância cordial e civilizada, e pelo que tenho visto do general Mourão, ao contrário do que cheguei a pensar em certos momentos mais tensos em que ele agiu sob o calor da paixão, se trata de um homem inteligente que não se deixará guiar por teorias abstractas. Esperemos que assim seja!


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Jair Bolsonaro: o Candidato da Manchúria do Olavismo


O presidente do Brasil, Olavo de Carvalho, junto de Ernesto Araújo, 
membro da sua seita e Ministro das Relações Exteriores do futuro governo.


Se alguma dúvida sobre quem de facto manda na presidência Bolsonaro ainda existia após a nomeação do ufólogo olavista Ernesto Araújo para o cargo de chanceler do Brasil, nomeação desastrosa que coloca a política externa à mercê das crenças de uma seita milenarista, ela foi dissipada pela escolha do colombiano Ricardo Velez para o cargo de Ministro da Educação:





Se trata de algo grave, ou melhor, gravíssimo. O descaramento é tanto que, como se vê no post acima, Olavo de Carvalho chegou a dar a ordem publicamente! Jair Bolsonaro padece de um retardamento ligeiro que o torna incapaz de assumir um cargo de tamanha importância. Devido a essa incapacidade, que o impossibilita de ser autônomo intelectualmente, segue fielmente as ordens do seu guru, até porque chegou onde está actualmente graças ao facto de ter adoptado o discurso olaviano, especialmente a partir das primeiras manifestações de 2013. E não só ele, mas também os seus filhos seguem as instrucções do guru com fidelidade canina, já tendo sido publicamente classificados por Olavo de Carvalho como discípulos.

A maior parte dos que votaram em Bolsonaro, excluindo a minoria olavista, foi enganada. A minha sugestão é que Bolsonaro seja submetido a um teste de QI, de modo que o seu retardamento seja comprovado por métodos científicos e exposto publicamente, e que se convoquem novas eleições. O Brasil não só é importante demais para ser governado pelo chefe de uma seita criminosa como não se pode permitir que alguém que não foi eleito, Olavo de Carvalho, seja o presidente. Diante do que se passa, as suspeitas de fraude nas urnas não passam de uma brincadeira. Bolsonaro, meus caros, é o Candidato da Manchúria do olavismo!