Há alguns anos, quando eu ainda era colaborador do Mídia sem Máscara, um amigo, então aluno do Olavo de Carvalho em seu “seminário de filosofia” em São Paulo, relatou-me uma conversa que tiveram em que o professor lhe perguntou se seu sobrenome era de origem judaica. Ele respondeu que não, mas que, de fato, tinha uma avó judia. O Olavo então quis saber por qual via e, ao dizer que era pela materna, o professor afirmou: “Mas então você é judeu”! E complementou: “Se você fosse para Israel você seria reconhecido como judeu”!
Olavo de Carvalho
se referia à Lei do Retorno, de Israel, que reconhece o status de judeu e
confere cidadania a quem tenha uma mãe ou avó judia.
Mas, a despeito do reconhecimento israelense, o Olavo já o considerava um judeu
de fato pela simples ascendência, e apesar de saber que seu aluno era cristão.