sábado, 18 de agosto de 2018

Joyce Hasselmann, a porca de estimação de Olavo de Carvalho (guru de Bolsonaro)

Não é basta parecer e agir como uma porca. Tem de ser!




Joice Hasselmann, arrivista que escolheu a via do jornalismo para atingir seus objectivos e até há pouco era uma petista convicta, mudando rapidamente de posicionamento quando percebeu que a onda direitista tinha mais a oferecer do que a fidelidade a uma causa julgada perdida, é uma velha conhecida do blogue. Recomendo a todos a leitura de um post inspirado nessa caricatura:


Fiel a si própria, incapaz assim de não cair ainda mais baixo do que já caiu, a porca agora dá voz a uma campanha de difamação contra a minha pessoa, chegando ao ponto de me atribuir qualidades que desconhecia, como o facto de ser uma duguinette, acções que não empreendi, como a denúncia que levou Olavo de Carvalho, o drombo que faz a cabeça de Jair Bolsonaro, a ser banido do facebook, e afirmações caluniosas altamente injuriosas inventadas pelo próprio a atribuídas a mim.
Enfim, tácticas desesperadas de quem já percebeu que é o elo mais fraco da candidatura Bolsonaro, a última esperança de Olavo de Carvalho...  

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Quando o Censor Reclama da Censura

Desejo avisar a todos que fui bloqueado no facebook pela acção das massas de fanáticos de Olavo de Carvalho e do candidato presidencial Jair Bolsonaro, que criaram uma enchente de denúncias contra os meus posts. Isto aconteceu logo a seguir ao vídeo abaixo ter sido espalhado pela rede de influência olavo-bolsonariana:


Para isso, me acusou de falsos crimes que nem sequer se deu ao trabalho de descrever, já que não existem, incorrendo assim não apenas em difamação, mas sobretudo ao incitamento à perseguição contra a minha pessoa da parte dos seus seguidores e dos eleitores iludidos pela candidatura de Jair Bolsonaro.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Hamilton Mourão, o general que queria ser sipaio...


E eu que me achava o maior idiota do mundo por ter acreditado que lutava pela
Inglaterra quando não passava de carne para canhão dos accionistas da EIC. O FDP nem é inglês!

Antes de continuar o post sobre as eleições, faço questão de fazer um pequeno desvio para chamar a atenção para o perfil do general Hamilton Mourão. Em primeiro lugar, lembro que é filho de outro general do Exército Brasileiro, o que torna interessante o nome “Hamilton Mourão”, homenagem a Alexander Hamilton (tal costume foi introduzido no Brasil por maçons, é bom lembrar). Para muitos, por conta da desmoralização e da ignorância que tomou conta do brasileiro médio, isso pode parecer normal, mas para mim denuncia algo grave: o complexo de inferioridade em relação ao anglo-saxão. Alguém imagina um general americano WASP ostentando nomes do tipo "Vasco da Gama van Buren", "Getúlio Washington" ou "Pedro Álvares Prescott"?   

Se a intenção era homenagear um Alexandre, em se tratando de um militar brasileiro, que fosse o Alexandre de Gusmão (o Magno é demasiado pretensioso), habilidoso diplomata nascido no Brasil que negociou o Tratado de Madrid (procurem saber se algum “americano” teve semelhante cargo no Reino Unido), tratado que não apenas foi uma obra do engenho de Alexandre de Gusmão com importância para a nossa história, mas também fonte de algumas inovações que a partir daí se tornariam regras na diplomacia internacional. 

Para além de considerar tal ambiente psicológico incompatível com a posição de general do exército brasileiro, ainda por cima denota algo ainda mais grave do que o complexo de inferioridade e a subserviência em relação ao anglo: a total inabilidade para compreender a alma do objecto de devoção. Ao mesmo tempo que Hamilton Mourão homenageia o anglo com o seu nome, se torna alvo de desprezo, ainda mais porque o seu nome de família é uma piada pronta: Hamilton Moron? Gargalhadas em West Point...  Ele não tem culpa do nome, e um nome não é um destino, mas a sua intervenção na maçonaria, que aqui mostramos, mostra que ele absorveu o espírito implícito no próprio nome e que podemos inferir que esteve presente no ambiente em que foi criado, jamais o deixando. 

Agora que toquei no discurso na maçonaria, aproveito para fazer um segundo ponto. Por uma extraordinária combinação de símbolos, tudo em torno de Mourão aponta para o que ele defende e representa dando-lhe uma dimensão “mitológica”. Mestiço, tal e qual Calabar, como ele se insurge contra a própria nação passando a defender os interesses das corporações. No caso do Calabar original, defendia os interesses de uma corporação, a Companhia das Índias Ocidentais Neerlandesa (o "Brasil Holandês" não era colónia das Províncias Unidas, mas sim da WIC, companhia com acções na Bolsa de Amsterdão), enquanto o Ersatz de Calabar defende o interesse de todas as corporações e governos globalistas com ambições sobre o Brasil (quanto às corporações brasileiras, devem ser vendidas ou destruídas pela Lava Jato...). Também neste caso, está completamente sintonizado com o seu colega de chapa, Jair Bolsonaro, que defendeu a prisão do Almirante Othon na entrevista do Roda Viva chegando ao ponto de chamar um herói brasileiro de ladrão(!), coisa que, na melhor das hipóteses, poderia ser considerada como gravíssima falta de compreensão da segurança nacional e da geopolítica. Mas é bem pior do que isso (e ainda há muito por se investigar)!

Relembrem Guararapes!

Voltando ao tal discurso, em que ataca os portugueses sob o termo “ibéricos” (tal e qual faria um protestante anglo-saxão ou neerlandês), e desmoraliza os índios e os negros, Mourão ataca de frente o exército que serviu, exército esse cujo mito fundador é constituído pela primeira e a segunda Batalha de Guararapes, batalhas decisivas numa guerra em que o negro, o índio e os vários elementos luso-brasileiros, brancos e mestiços, provaram o seu valor, numa situação de total inferioridade de meios e números, contra um exército de mercenários veteranos das guerras europeia a soldo de uma corporação cujo poder era maior do que o de muitos estados (Pensem na Blackwater e no que tem denunciado o General Santa Rosa). Da minha parte, se fosse dado a simplismos, diria que a grande culpa do Brasil ser o que é recai nas costas dos cristãos-novos, grupo cujo espírito colocava o lucro imediato acima da nação, nação que poderia sempre ser abandonada por outra se as circunstâncias fossem favoráveis a isso. Assim fizeram muitos depois da derrota da WIC. Hoje o mesmo espírito está presentenas elites compradoras que vendem o Brasil em troca de lucrosimediatos e se mudam para Miami ou Lisboa, e mais do que em qualquer outra candidatura estes espírito está presente em tornoda chapa “verde-oliva”, ou melhor, da chapa “verde-dólar”.

Hamilton Mourão é um general com alma de sipaio e envergonha o Exército Brasileiro e o Brasil!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Recomendação do Prometheo: A Hora do Corvo




Dia 11 de Agosto é a data escolhida para o primeiro episódio do programa de entrevistas "A Hora do Corvo", apresentado pelo meu irmão, Jorge Velasco. O convidado do primeiro programa será o padre Paul Kramer. Mais detalhes serão divulgados em breve.

A Hora Do Corvo: Entrevista ao Pe. Paul Kramer 11-08-2018


Eleições no Brasil: Ou o gigante acorda do coma, ou desligarão a máquina...



Nos EUA ou na Rússia, seria protegido como elemento importante à segurança nacional. 
Quem não entende a importância do assunto não está preparado para votar nas eleições.  



O Brasil está a um passo de perder o pouco que resta dos fundamentos materiais da sua soberania. O assunto, para ser abordado de forma precisa, exigiria um livro, portanto apenas me apegarei a pontos mais conhecidos.  A Petrobrás, empresa essencial não apenas pela sua importância para o abastecimento do mercado brasileiro por derivados do petróleo, mas sobretudo pelo papel que pode desempenhar num ressurgimento do sector da construcção naval e de surgimento de uma indústria química de ponta, foi sabotada por décadas de desvios de fundos e má-gestão e agora corre o risco de ser liquidada. A situação chega a ser tão caricata que uma das empresas interessadas na partilha dela é a estatal norueguesa Statoil, agora Equinor. Já a Embraer, uma ilha de produção industrial avançada num país que aos poucos se transforma numa roça continental, foi comprada pela Boeing e será desmantelada discretamente, como é habitual nesse tipo de aquisição externa de um potencial concorrente. Até mesmo com a McDonnell Douglas, e aqui não existia nenhum imperativo geopolítico, foi isso que aconteceu. Na minha opinião, conhecendo um bocado a história das corporações, e os seus métodos, a Embraer será “esvaziada” dos seus quadros mais qualificados, através de programas de demissão voluntária, e em simultâneo haverá ofertas de empregos irrecusáveis na matriz americana (quanto à Golden Share, mesmo que valesse contra tais subterfúgios, seria facilmente contornada com uns subornos no congresso e no senado). 

Já sector bélico foi quase todo comprado por estrangeiros, com destaque para os israelitas (ELBIT), e os vários programas de reequipamento e desenvolvimento de tecnologia, em especial o programa de submarinos e o programa nuclear, chegaram a ser directamente sabotados pela Lava Jato. Esta “operação”, cuja ênfase em perseguir o empresariado nacional (deixando um vácuo para ser preenchido por empresas estrangeiras que fazem o mesmo que fazia a Odebrecht) e polarizar ainda mais a população graças ao seu descarado viés partidário, deveria alertar até o mais ingénuo dos brasileiros para a acção de Sérgio Moro, arrivista cooptado pelo Departamento de Estado Americano que tem usado com sucesso na América Latina uma “versão jurídica” da guerra de quarta geração que tem semeado “primaveras” em todo o mundo (técnica conhecida por “lawfare”), ainda mais depois da prisão de Othon Luiz Pinheiro da Silva, talvez o mais importante cérebro do Brasil. Nações mais cientes da importância da sua soberania tratariam de promover e proteger esse herói. Quanto às forças armadas, que ensaiaram uma ligeira melhora das condições materiais durante a medíocre gestão de Dilma Roussef, agora voltam à penúria, o que é especialmente preocupante quando se têm em mente o estado da marinha brasileira, que possui um número ridículo de submarinos convencionais ultrapassados e cujas poucas escoltas estão prestes a ser descomissionadas, e da defesa anti-áerea e anti-míssil, que pode, sem exagero, ser definida como “não existente”. E à norte do Rio Amazonas continua o processo de desnacionalização do território, processo este que avança sem recuos desde a era Collor de Mello. (Parte 1 - Continua na Parte 2)

domingo, 29 de julho de 2018

O Fim de Portugal?




Muito escrevi aqui, e noutros meios, a respeito da armadilha que nos tinham preparado. Infelizmente, não se evitou a armadilha e, o que poderia ter sido uma oportunidade, e possivelmente tenha sido a última oportunidade para se resgatar a soberania contando apenas com as próprias forças, ainda que num cenário internacional favorável (o fim da hegemonia “Ocidental”),  foi um gigantesco passo para o fim de Portugal.

Depois da falsa austeridade passista, Portugal entrou num novo “socratismo”, repetindo o movimento dialéctico que tem nos conduzido ao abismo: um governo de falsa austeridade à direita mantém a estrutura burocrática que esmaga a iniciativa dos nacionais para além de os sobrecarregar com mais impostos, sob a desculpa do combate ao défice, que diminui mas não ao ponto de inverter a trajectória a longo prazo da dívida, e é seguido por um governo de esquerda que “abre a bolsa”, ou melhor, que aproveita a disponibilidade dos bancos para voltar a acelerar o aumento do nosso endividamento com gastos “políticos” num momento de euforia criado por um crescimento medíocre puxado pelas condições favoráveis do crédito externo. Todos os partidos, diga-se de passagem, são culpados, ainda que tenha de admitir que o menos culpado é o PCP, que ao menos ainda dispara contra a pertença ao euro e contra o desmantelamento de ramos inteiros da economia. 

Ainda assim, apesar de toda a maquilhagem permitida por uma bolha especulativa incitada pelos mesmos gruposque anteriormente fizeram o mesmo, deixando bancos falidos pelo caminho e uma conta enorme para o contribuinte, mas criando mais umas boas centenas de milionários que vivem dessa forma “sofisticada” de parasitismo e mais nada fazem do que investir em renda e consumo perdulário (o senhor Robles é um deles), os sinais da decadência estão por toda a parte. Vivo em Portugal há duas décadas e nunca vi os transportes ferroviários em estado tão precário, as pontes tão descuidadas, a limpeza tão desleixada e os hospitais tão caóticos. Quando cheguei, muito do material era antigo, mas a manutenção, no geral, era melhor. Para se manter um número de funcionários públicos bem acima das necessidades da nação, mas que constitui uma clientela fundamental para o regime, e os pagamentos de juros sobre uma dívida que é, para sermos explícitos, a Raison d'État do actual regime, para além dos empregos para alguns milhares de boys e os negócios obscuros com dinheiro público que alimentam tantas “empresas” que vivem das conexões políticas, há de se cortar em algum lado, e o tal “lado” é nada mais do que os gastos que em primeiro lugar justificaram a existência dos impostos, a começar pela infra-estrutura nacional de transporte!

Enquanto isso, cedemos direitos sobre a exploração dos recursos nacionais, se fecham estaleiros e fábricas e sectores até agora protegidos pelo desinteresse estrangeiro vão sendo dominados pelas grandes corporações internacionais. Basta olhar para as placas de vende-se no Porto e em Lisboa para comprovar essa nova realidade que aos poucos vai transformando o país inteiro numa cópia daquilo que até agora era o Algarve: uma colónia estrangeira onde os nativos não passam de uma curiosidade sociológica, senão um anacronismo a ser substituído pela imigração de genteainda mais miserável e disposta a viver em cubículos e a aceitar empregosprecários e mal pagos, como são os empregos criados pelo turismo.

E, pela primeira vez na nossa história, o número de nascimentos, e neles se incluem nascimentos de imigrantes cá instalados, é menor que o número de saídas. E a vontade do actual governo, com apoio da “oposição”, de inundar Portugal com mão-de-obra barata, afinal , como já escrevi, é essa a mão-de-obra da qual o turismo e o sector imobiliário precisam, torna tudo ainda mais grave.  Bastará que chegue uma nova crise financeira internacional para que a bolha portuguesa rebente e o nosso estado seja obrigado, novamente, a pedir ajuda, para que os passos finais sejam dados. Merkel dificilmente perderá a oportunidade para finalmente impor a Portugal a “solidariedade” em relação à recepção de “refugiados” e já se fala que Portugal deverá aceitar 75 mil “refugiados”por ano...

E agora, é possível fazer alguma coisa? 

Na minha perspectiva, parece que não e estamos à mercê de forças exteriores. Quando ainda era possível, pouco antes da última intervenção financeira que levou ao protectorado sob a Troika, os media locais conseguiram abafar qualquer discussão em torno daquilo que era urgente discutir, a pertença ao euro, pois foi isso o que nos trouxe ao descalabro e nos levará à ruína total e ao fim. Fora do euro jamais chegaríamos ao estado em que estamos pois a nossa capacidade de endividamento seria limitada pelo risco cambial. Dentro do euro, os investidores na nossa dívida estão protegidos da possibilidade de desvalorização e também da moratória, e eles sabem que as dívidas de estados como Portugal serão saudadas pela União Europeia pois este é um dos pretextos que ela usa para aumentar os seus poderes. Não fosse assim, jamais a União Europeia teria permitido que os Critérios de Maastricht fossem quebrados, e eles foram quebrados em primeiro lugar, é bom lembrar, pela França e pela Alemanha. O socratismo só foi possível graças à permissão e ao estímulo de Berlim, de Paris e de Bruxelas!

Da minha parte, folgo em saber que tentei fazer algo. Cheguei a contactar gente que se afirmou entusiasmada, mas logo desistiu da ideia quando se apercebeu que tal iniciativa seria alvo de uma violenta campanha da parte de todos os partidos, com excepção do PCP, e dos media. Um desses tipos, economista conhecido, foi há pouco tempo processado pelo putedo do Bloco de Esquerda. Mereceu. É assim que acabam os pusilâmines. 

Não é num país esvaziado do seu sangue mais activo, envelhecido e desorientado, ainda por cima sem elites inteligentes e não alinhadas, que se vai fazer alguma coisa, e a oposição que vejo por aí está completamente às cegas, invertendo prioridades, sendo pautada pelos media corporativos e, pior ainda, defendendo anacronismos que só afastarão as pessoas saudáveis de qualquer via alternativa. 

Falta-nos gente com dinheiro e talento, capaz de compreender o que está em jogo e corajosa o suficiente para aguentar a pressão psicológica pois entre os que não têm recursos há talento, coragem e disposição. Darei uma ideia do quanto seria necessário reunir para lançar um campanha bem sucedida pela saída do euro, que apresentasse um plano viável de forma compreensível e fizesse o tema entrar na pauta de debates e despoletasse um movimento político apartidário com um objectivo único, mas do qual depende qualquer outro passo na direcção da nossa restauração, a saída do euro: 75 mil euros!

Sim, por muito menos do que certos imbecis pagam num Porsche, replicando o comportamento dos iletrados do mundo da bola, é possível lutar com eficácia para salvar o que resta de Portugal. Isso dá uma dimensão da insignificância da nossa "elite", ou melhor, da nossa classe endinheirada. Nosso povo pode ser bruto, e todos gozamos com o aveque e o seu complexo de inferioridade mal disfarçado, mas ele mais não faz do que imitar o exemplo de subserviência ao estrangeiro que vem de cima. Nada é mais aveque do que a “elite” de Lisboa, Cascais e da Boavista. Acham que exagero? Então pensem no Macelinho, que nem é dos piores...