quinta-feira, 30 de abril de 2015
Aviso: falecimento do Padre Nicholas Gruner
É com tristeza que comunico o falecimento do Padre Nicholas Gruner, um homem notável cuja biografia dispensa palavras. Ficamos todos a perder com a sua partida.
A polícia está melhor e os bandidos recomendam-se.
O agente barrigudo desapareceu das ruas e foi substituído por jovens em (aparente) boa forma física, os carros são bons, o leque de armas disponíveis inclui, não só a singela pistola da praxe, mas também caçadeiras e metralhadoras automáticas. Mesmo os polícias de trânsito, para além da arma de fogo, portam gás-pimenta. O corpo de intervenção veste-se à robocop e o porte e uso do taser é legal. Os sindicatos da polícia também e longe vão os tempos em que exigir uma folga semanal e pagamento de horas extraordinárias implicava ser agredido, a mando do governo, pelos próprios colegas.
Contudo, melhores viaturas, equipamento e formação policial não intimidam o criminoso. Dando a cidade de Lisboa como exemplo, parece que a polícia local, ao contrário dos restantes mortais que lá têm o azar de viver e trabalhar, não conhece os estabelecimentos onde se vende droga, de porta aberta, à luz do dia: em ruas movimentadas, nas quais há trânsito, comércio, turistas, escolas, farmácias, paragens de autocarros e hostels.
Zonas como a Praça da Figueira, são espécies de mercado ambulante de haxixe, coca e porcarias semelhantes. Quando, em algum telejornal, ouço falar de uma apreensão de droga e detenção de traficantes, interrogo-me sempre por que nunca são os detidos os conhecidos traficantes e vigias da Rua Maria Pia, ou da Rua dos Cavaleiros, que por lá ficam todos os dias do ano, à porta dos seus cafés e restaurantes de fachada, dos quais entram e saem viciados de forma constante. Nenhum taxista ignora o que irá fazer um cliente que lhe peça para "ir à Meia Laranja, esperar só um bocadinho e regressar": comprar droga. Pelo contrário, os ingénuos agentes da PSP parecem ignorar que tal coisa exista. Acredito que deve ser mais fácil apreender droga vendida por um comercial não-autorizado, do que invadir e encerrar de uma vez por todas as famosas casas de droga dos antigos barões do demolido Casal Ventoso.
Do Rossio ao Castelo, palmam-se carteiras como se não houvesse amanhã. Os carteiristas são autênticas figuras públicas nos bairros e ruas onde exercem a actividade; com excepção dos infelizes turistas que caem de paráquedas na capital portuguesa, todos os conhecem pela função social amiga do alheio que ocupam. Não roubam e fogem num momento de sorte e oportunidade, roubam e permanecem na sua zona diariamente, cumprindo um horário laboral, como se praticassem uma profissão a sério, ao ponto das suas caras serem tão familares como a do padeiro ou do talhante lá do sítio
A polícia, supostamente, não existe para aterrorizar o cidadão e trabalhador comum. Mas enquanto o criminoso vive cada vez melhor e mais livre, o mesmo não se pode dizer do automobilista ou da vendedora de castanhas. Para estes, os agentes policiais são implacáveis, brutos e malcriados. Com tanto bandido, traficante e proxeneta à solta em Lisboa, a fúria policial descarrega-se diariamente em criminosos ambientais que tenham o atrevimento de circular numa avenida de gente fina ao volante de um carro com mais de 15 anos. Para cúmulo, parece que o governo quer premiar menos os polícias em salários e férias, e mais pelo dinheiro que cobram ao cidadão. A caça às bruxas vai continuar. Por exemplo, sabe que, legalmente, os pneus do seu carro têm data de validade? A Polícia, que desconhece o que se trafica na Mouraria, certamente sabe. Sabe destas e de muitas outras ninharias. Tenha medo.
*Ao relatar há tempos as ameaças e insultos que me dirigiu um polícia por causa de um "crime" rodoviário que nem sequer cometi, perguntava-me alguém se essa atitude não seriam vestígios de um certo tipo de polícia do antigamente. Penso que não. O polícia era demasiado jovem para ter sofrido influências do malvado "fascismo", além de que nos tempos ditos da "outra senhora", os polícias eram bem vistos e estimados pela população, como documenta a imagem abaixo.
*Ao relatar há tempos as ameaças e insultos que me dirigiu um polícia por causa de um "crime" rodoviário que nem sequer cometi, perguntava-me alguém se essa atitude não seriam vestígios de um certo tipo de polícia do antigamente. Penso que não. O polícia era demasiado jovem para ter sofrido influências do malvado "fascismo", além de que nos tempos ditos da "outra senhora", os polícias eram bem vistos e estimados pela população, como documenta a imagem abaixo.
| A tradição do Natal do Polícia Sinaleiro. O povo ofertava comida e bebida ao agente de trânsito da sua rua, acabando estas por serem partilhadas com os seus amigos e vizinhos mais pobres. |
segunda-feira, 27 de abril de 2015
O Direito da Vulgaridade
"Não se trata de o homem-massa ser estúpido. Pelo contrário, o actual é mais esperto, tem mais capacidade intelectiva que o de qualquer outra época. Mas essa capacidade não lhe serve de nada; com rigor, a vaga sensação de possuí-la serve-lhe só para encerrar-se mais em si mesmo e não usá-la. Consagra de uma vez para sempre o sortido de tópicos, preconceitos, ideias feitas ou, simplesmente, vocábulos ocos que o acaso amontoou no seu interior e, com uma audácia que só se explica pela ingenuidade, imporá onde quer que seja.
É isto que… eu enunciava como característico da nossa época: não que o vulgar julgue que é excelente e não vulgar, mas que o vulgar proclame e imponha o direito da vulgaridade, ou a vulgaridade como direito."
Ortega y Gasset em “A Rebelião das Massas”
A irrelevância do liberaloidismo dicto monárquico demonstrada pelos próprios.
Tivéssemos hoje um rei da grandeza de Dom Carlos,
provavelmente ele teria conseguido um autógrafo do Michael Jackson!
Acabo de ler um artigo escrito por um liberalóide cujo conteúdo, ou falta dele, é bastante revelador do que foi na práctica o tal modelo de monarquia que a maçonaria considera aceitável:
Pelo título, que dá a entender que estamos diante de um Dom João IV ou até mesmo um Dom João II (rei português que marcou o país e o mundo), percebemos que se trata de um texto que não deve ser levado a sério. Se Dom Carlos marcou o país e o mundo, como descrever Cecil Rhodes (lembram do Mapa cor-de-rosa?) ou Bismarck?
Numa história do período, Portugal é secundário, uma espécie de Turquia diminuída e ainda por cima marginal, como ficou mais do que claro na Conferência de Berlim ou no famoso episódio do Ultimato Inglês, que demonstrou materialmente que éramos tão ou mais desprezados pelos aliados do que pelos rivais. Como chegamos a tal? Graças ao liberalismo monárquico, e os factos e números não mentem.
domingo, 26 de abril de 2015
Como executar prisioneiros ao estilo NATO
Nem em Palm Beach se vê tantas Hilux...
O que vi no vídeo abaixo, ao contrário de muitas das execuções de jornalistas ocidentais pela "Entidade Islâmica", parece bem real. O equipamento das bestas que perpetram a execução corresponde ao equipamento usado pelos bandidos a soldo do globalismo que actualmente desestabilizam a Ucrânia. Se repararem, os bandidos utilizam a camuflagem multicam e capacetes do tipo MICH. Estão mais do que prontos para participar num exercício da NATO:
E por falar em equipamentos ocidentais nas mãos de bandidos, como se não bastasse o enorme arsenal de armas americanas nas mãos dos bandidos da Entidade Islâmica, que ainda podem ser justificados com a desculpa do roubo dos arsenais do exército iraquiano, ou as gigantescas procissões de Toyota Hilux acabados de chegar da fábrica, reparei num detalhe interessante numa das execuções mais famosas, a do jornalista James Foley.
Não acredito que essa execução em particular tenha sido real, e ponho em dúvida todas as execuções de ocidentais pela Entidade Islâmica, mas há um detalhe bastante constrangedor:
O terrorista porta uma adaga pouco conhecida do grande público e que era produzida quase que exclusivamente para as forças especiais americanas. O modelo da adaga é o Nº 4 da Ek Knives com empunhadura em cordura. Abaixo podem ver uma:
Pelo que sei, a EK Knives não arranjou nenhum contracto de fornecimento com o exército iraquiano. Se tivesse arranjado, não teria ido à falência...
quinta-feira, 23 de abril de 2015
A escravatura hoje
“(...) Se houve alguma vez uma civilização de escravos em grande escala, foi exactamente a civilização moderna.
Nenhuma civilização tradicional viu alguma vez massas tão numerosas serem condenadas a um trabalho obscuro, sem alma, automatizado, a uma escravatura que nem sequer tem como contrapartida a elevada estatura e a realidade tangível das figuras de senhores e de dominadores, mas que é imposta de maneira aparentemente inofensiva pela tirania do factor económico e pelas estruturas absurdas de uma sociedade mais ou menos colectivizada.
E como a visão moderna da vida, no seu materialismo, retirou ao indivíduo todas as possibilidades de conferir ao seu próprio destino um elemento de transfiguração, de ver nele um sinal e um símbolo, assim a escravidão de hoje em dia é a mais tenebrosa e a mais desesperada de todas as que foram alguma vez conhecidas.”
Julius Evola em "Revolta contra o Mundo Moderno".
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Texto Recomendado: De Cuba para o Hades
Passando por Bucareste...
Recomendo a todos a leitura do mais novo texto de Caio Rossi, e sugiro a todos a busca de informação a respeito das relações da maçonaria romena com o mundo lusófono. Abaixo da ligação para o texto do Caio Rossi, passo duas ligações com informações que podem dar uma ajuda inicial para que todos compreendam o que está em causa:
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