domingo, 27 de janeiro de 2019

Eu acuso: Olavo de Carvalho e seus asseclas são inimigos dos interesses brasileiros!


Não apenas imbecis incorrigíveis, mas sobretudo inimigos conscientes dos interesses brasileiros!



Muito critiquei o general Mourão e o general Heleno durante a campanha presidencial, mas as acções destes desde o primeiro dia da presidência me convenceram de que são homens de confiança e patriotas sinceros com os quais o Brasil pode contar, tal e qual pôde contar anteriormente com o sagaz e paciente General Villas-Bôas. 

É uma ironia que hoje os próprios militares, apesar de toda a campanha de desestabilização conduzida em parte sob a retórica da intervenção militar contra as instituições vigentes promovida nas redes sociais, com amplos recursos, sejam hoje aqueles que, por meios constitucionais, estão salvando a democracia brasileira. 

O que conseguimos, em meros 25 dias, graças à política externa olavo-bolsonarista, para além da vergonha e da diminuição de estatuto na balança do poder mundial? A instalação de uma base russa na Venezuela, a perda de influência sobre todos os países da zona (incluindo Cuba), o aumento da pressão americana sobre a Colômbia e um impulso para que as forças centrífugas no continente sul-americano empurrem os vários países da zona em direcções distintas. Se assim continuar, logo haverá bases russas, chinesas e americanas distribuídas por todos os nossos vizinhos e, possivelmente, um aumento da influência europeia nas Guianas, ou seja, teremos na América do Sul um cenário semelhante ao encontrado na África sub-saariana. 

No quadro de degeneração do tecido social brasileiro, e de fractura ideológica que só tende a aumentar sob uma presidência cujo discurso inaugural já foi uma declaração de guerra (com direito ao gesto pueril do "revólver do mito"), isso não augura um bom futuro, especialmente na Calha Norte do Amazonas. Aqui na Europa, por exemplo, a campanha pela internacionalização da Amazónia ganhou impulso com as medidas contra o meio ambiente e os direitos dos povos indígenas do novo governo (relacionem isso com as posições de Bolsonaro relativamente à soberania brasileira na Amazônia).

Há poucas semanas escrevi um post em que expressei algumas críticas à política externa olavo-bolsonariana e expressei, de forma implícita, algumas das minhas ideias sobre os caminhos que a política externa brasileira deveria seguir.


Pois bem, muita coisa aconteceu desde então. Vladimir Putin, como reacção à ingerência descarada nos assuntos internos da Venezuela pelos EUA e pela União Europeia, legitimando uma tentativa de golpe concertada de antemão para isolar ainda mais o governo venezuelano e provocar o caos social e político (não me tomem, apressados, por um ferrenho defensor de Maduro, mas apenas por um "vestfaliano e realista" nas relações internacionais), aumentando a pressão sobre o governo local e estimulando a deserção nas forças reunidas em torno de Maduro, pressão que, conhecendo os métodos do Deep State americano, deve passar pela sedução de comandantes militares com promessas financeiras generosas (lembrem do que se passou no Iraque e na Síria), resolveu jogar duro lançando mão da empresa de segurança Wagner Group, que para lá enviou 400 operacionais por intermédio de Cuba. Uma tacada de mestre pois ao mesmo tempo que garantiu a Maduro uma segurança extra (e leal), permite salvar a face do actual governo americano em caso de recuo deste, já que não foram usadas forças do exército russo, e ao mesmo tempo incentiva Washington ao diálogo construtivo enfatizando uma realidade que reforçará os sectores internos racionais frente ao Deep State: a intervenção americana na Venezuela será um desastre militar assegurado já que as esperanças de que haja um golpe contra Maduro caem por terra de uma vez por todas.

Tivesse o Brasil seguido a sua política externa tradicional, nada disso seria necessário pois os EUA jamais tentariam tal acção sem construírem primeiro o consenso político na região, ou ao menos sem a concordância da Colômbia e do Brasil. O Brasil poderia, numa política mais ousada, pressionar Maduro, em privado, a aceitar algumas reformas, ou mesmo uma transição política, assumindo o papel de fiador da soberania venezuelana (e, por implicação, de todas as nações da América do Sul), saindo engrandecido. 

Em contrapartida poderia muito bem ter conseguido uma maior integração económica com aquela importante nação, tão rica em potencial material e tão estratégica em termos de recursos energéticos, e tudo isso sem se chocar de frente com os EUA, apenas direccionando discretamente, por estímulos, a política externa do gigante do Norte para uma postura mais pragmática e afastada das tendências que a hybris imperial de sectores do Departamento de Estado, do Pentágono e do complexo industrial-militar, este último uma máquina com vida própria movida por interesses económicos imediatistas, promove. Ao invés disso, ficamos a perder em favor de Moscovo. Quanto à base naval prometida à Rússia por Maduro, esta não tem interesse real nela, a não ser para mostrar a sua determinação em fazer frente ao Deep State e não deixar que o espaço seja ocupado por outra potência (leia-se China). E digo mais.

Com uma política externa de longo prazo voltada para o interesse nacional, o Brasil poderia ter conseguido o direito de instalação de uma base naval no Mar do Caribe, aumentando a sua influência sobre essa área chave do mundo (leia-se Canal do Panamá).

Para além da cegueira ideológica, o mesmo tipo de cegueira compartilhada pelos democratas imperialistas reunidos em torno dos Clinton, dos republicanos neo-cons e, agora, dos milenaristas representados por Steve Bannon, que está levando o império americano para um fim abrupto, e que, no passado, deitou por terra abaixo o sistema de Metternich ou, décadas antes, levou à intervenção externa na França revolucionária, catapultando os jacobinos ao poder e abrindo espaço para o terror de Robespierre, numa primeira fase, e depois para o expansionismo de Napoleão, que trocou a guerra interna pela guerra de conquista (com as consequências nefastas que conhecemos), há outros factores a se considerar.

Em primeiro lugar, cito a incompetência. 

Bolsonaro e Ernesto Araújo não estão a sós nesse ponto. Contam também com a “ajuda” do sicofanta Filipe G. Martins, um rapaz sem nenhuma cultura histórica, completamente formatado pelo olavismo, que deu mostras do que vale na recente edição do Fórum de Davos. Foi ele o responsável maior pelo fiasco bolsonarista, tão bem representado por um pífio discurso simplista e provinciano de 6 minutos seguido do total isolamento e desinteresse externo por uma presidência que estava, até então, em foco nos meios mediáticos internacionais. A falta de preparo, de ideias e de propostas acabou condenando o presidente de uma das maiores economias do planeta, recém-eleito e, volto a frisar, até então o centro das atenções de todo o mundo, a um evento insólito na história mundial: o almoço a sós num "bandejão" afastado dos olhares da imprensa. Fomos rebaixados ao estatuto do Tonga!


Em segundo lugar, e aqui serei bem claro pois eu próprio, que sempre dei mostras do meu amor ao Brasil e ao mundo lusófono, fui acusado recentemente pelo guru desse gang de ser um agente de Moscovo, estamos diante de um caso de ingerência externa descarada em choque frontal com o interesse nacional brasileiro.

O episódio do convite aos americanos para instalarem uma base no Brasil, felizmente desfeito graças à acção dos militares em torno de Bolsonaro, foi apenas a ponta do iceberg. Lembro que o mentor do clã Bolsonaro, que indicou Ernesto Araújo e Filipe G. Martins para a área de relações internacionais, não só é associado a gente ligada à inteligência romena (ver aqui, aqui, aqui e aqui), por sua vez instrumentalizada por sectores extremistas da inteligência americana (e lembrem ainda que um dos filhos de Olavo, o Gugu, vive na Roménia, onde é promovido por esses associados), como ele próprio, um mero intelectual sem influência em Bolsonaro segundo as suas palavras, esteve reunido com pessoal do Departamento de Estado americano, para onde levou o seu filho Pedro de Carvalho, um militar americano membro do USMC (no mesmo dia em que jantou com Steve Bannon!). Para que ele levou o filho Pedro, um energúmeno incapaz de proferir uma ideia coerente e que sempre manteve afastado das suas actividades enquanto “intelectual”, a não ser para tentar promover o rapaz como uma “ponte discreta” entre ele, o governo brasileiro e o Departamento de Estado americano, dar um empurrão na carreira do simplório e provar a quem ele deve lealdade? Por outro lado, Filipe G. Martins possui ligações de sangue com a inteligência israelita. Seu tio, um veterano da IDF, trabalha para a inteligência de Israel. Há uns anos, através de uma amizade em comum, soube disso, e também que o rapaz se gabava do facto em conversas em privado. Espero que os militares brasileiros, e a imprensa, investiguem isso.

E a figura de Bolsonaro, ligado às milícias que executaram Marielle e envolvido em escândalos de corrupção que só agora começam a ser investigados, favorece essa ingerência. Nada é mais fácil do que pressionar alguém nem tal posição. 

Por sorte, os militares foram astutos e hoje aplaudo a inteligência deles ao tomarem posições-chave na campanha eleitoral e no governo Bolsonaro. Não fosse pela acção dos militares presentes no executivo, teríamos uma presidência ainda mais fraca e dominada por interesses externos que mais não faria do que levar o país à submissão externa, à desordem político-social, à guerra externa, ao caos na América do Sul e, muito possivelmente, à guerra civil. Um bem haja a eles!

Aviso: Leiam o artigo O Guru e a Porcaria na última edição da revista Época, na qual pude dar o meu contributo. Faço apenas uma advertência. Onde está escrito "Estado Institucional" na minha entrevista, na verdade é "Estado Nacional". A minha dicção é difícil e a entrevista foi por telefone. Aproveito para agradecer aos jornalistas pelo excelente trabalho!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

General Mourão: quanto tempo até descobrirem que é um agente do KGB?

 Bem que o guru da famglia Bolsonaro já avisou 
que os militares brasileiros batem continência para comunistas...

Quem acompanha o blogue sabe que já critiquei o general Mourão com uma ferocidade incomum, porém, apesar de todas as diferenças, é nele, e nos antigos militares que foram levados ao governo Bolsonaro por pressão das forças armadas, que vejo uma garantia mínima para que o Estado de Direito e o próprio Estado Brasileiro sobrevivam ao "olavo-bolsonarismo" depois de décadas de desmando e anos de desestabilização.

Graças a esse sector já foram derrotadas três propostas do olavo-bolsonarismo, duas das quais defendidas abertamente pelo representante mais articulado dessa corrente no actual executivo, Ernesto Araújo, que são a transferência da Embaixada Brasileira em Israel para Jerusalém, a cedência de território para a implantação de uma base militar americana no Brasil e a "doação" da EMBRAER.

Porém, por coincidência, eis que agora estoura um "escândalo" envolvendo Mourão, ou melhor, o filho dele: 

 


Como não nasci ontem, sei que o filho de Mourão foi ingénuo ao aceitar, sem conversar com o pai e reflectir junto a ele sobre o momento, a tal "promoção". Não há ali nenhuma ilegalidade, mas devemos lembrar do episódio da mulher de César. Para mim ficou claro que tudo se tratou de uma armadilha para enfraquecer Mourão perante a opinião pública e diminuir o poder dos militares em favor da ala olavista.

 









O plano era bom, devo dizer, mas a execução foi falha. O descaramento e a burrice dessa gente são tão grandes que dois expoentes do olavismo, silenciosos em relação ao dinheiro do Sr. Queiroz, este sim um assunto do foro criminal que justificará, quando investigado, o impedimento do actual presidente, vieram logo apontar o dedo ao General Mourão e a atacá-lo em público. Enfim, a continuar assim, ainda vão acusar Mourão de ser um comunista, ou melhor, um agente do KGB. Bem vindo ao clube, general Mourão!


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Bolsonaro vs Putin: Quando o Papagaio Fanfarrão bate de frente com o Tigre Siberiano


Civilização Cristã.


Durante os anos de presidência de Lula e Dilma, constatei um afastamento cada vez maior entre o estatuto que o Brasil imaginava possuir e a sua importância real. Apesar da popularidade de Lula na imprensa internacional, havia ali apenas uma bolha alimentada pela combinação de artigos elogiosos escritos por jornalistas ineptos e egos presidenciais inflados. A verdade nua e crua é que o Brasil, nesses anos, sofreu os efeitos nefastos da chamada “doença holandesa” pois o boom das commodities, alimentado pelo crescimento chinês, serviu apenas para sustentar uma política imediatista e populista de câmbio alto. Isso agradou aos pobres, que viram o seu nível de vida aparente crescer graças ao dumping chinês, à classe média, que agora podia viajar mais ao exterior para alimentar a sua auto-ilusão de riqueza, adquirindo selfies em tudo o que é referência turística ao redor do mundo, e aos verdadeiramente ricos, que aproveitaram para vender suas posições no Brasil antes do estouro da bolha especulativa e adquiriram posições em moedas fortes à espera da crise que obviamente viria, e veio. Enquanto isso, o Brasil deixou de ser uma nação industrial e passou a ser uma espécie de híbrido de Argentina e Congo, o tal dueto terras férteis/riqueza mineral que o imbecil que agora meteram na presidência fez questão de salientar que é o caminho que a nação deverá percorrer (Volta Dom João VI!). 

Para piorar essa queda de posição no balanço de poder mundial, as forças armadas receberam pouca atenção nestes anos e, para ser sincero, hoje são materialmente ridículas e servem de dissuasão apenas em relação aos vizinhos platinos, e estes nem sequer têm ambições sobre o Brasil. Qualquer nação com poder de projecção além-mar tem capacidade para atacar o Brasil impunemente pois este não conta com capacidade de resposta de longo alcance e nem sequer possui capacidade anti-aérea, para além de algumas dúzias de mísseis Igla. Qualquer nação com uma marinha decente poderia destruir as bases navais locais, acabando assim com o perigo oferecido pelos seus 5 submarinos, e bloquear os portos brasileiros, condenando a nação ao caos. Tal cenário, hoje, é improvável, mas isso serve apenas para evidenciar ainda mais o que interessa: o Brasil não possui capacidade para projectar poder para além da Zona do Prata, ou seja, é incapaz de qualquer acção relativamente à Venezuela. Tal acção demandaria capacidade para projectar o poder aéreo naquele país, o que não possui e nem sequer meto na conta o facto da Venezuela ter baterias S-300, passo essencial para que o exército tivesse condições logísticas de empreender uma invasão terrestre, e também demandaria um poder naval suficiente para dominar a costa e lançar operações contra Caracas e Maracaibo e abrir uma outra frente com fuzileiros navais, capacidade que também não tem. 

Mesmo os EUA, que têm capacidade mais do que suficiente para atacar a Venezuela, pagariam um alto preço inicial para destruir os sistemas de defesa aérea e é certo que o governo venezuelano deixaria as grandes cidades e resistiria a partir das selvas, onde aos EUA o uso de helicópteros seria vedado devido ao facto da Venezuela possuir os mesmos mísseis Igla que o Brasil, mas aos milhares (5 mil segundo fontes seguras, mas podem ser mais), criando depois um cenário ao estilo iraquiano nas grandes capitais, e bem pior que o Vietname no interior. Já podem imaginar como reagiria a opinião pública americana. Se o Brasil e a Colômbia apoiassem os EUA, a Venezuela facilmente poderia sabotar estes países com acções relativamente simples que visariam a infra-estrutura energética destas duas nações, entre outras opções. Imaginem o caos que mega-apagões causariam nessas duas nações tão seguras e civilizadas! Enfim, tal cenário seria catastrófico e só um imbecil pode pensar nisso, a não ser que tenha investido em acções de empresas de armamento ligadas ao Pentágono, mas isso é outra história...

Dicto isto, agora podemos analisar os efeitos prácticos, que se reflectiram antes mesmo do “seu Jair” assumir a presidência, da imbecilidade dessa gente, expressa eloquentemente numa linguagem que revela completa imaturidade intelectual, recheada de uma overdose de citações bobas e exemplos que provam que nada entendeu ou entende do mundo, e da sua história, por Ernesto Araújo, cuja cara de bobo corresponde inteiramente à sua alma de jogador de RPG e “Risk”. Não bastasse a sua imbecilidade em propor uma aliança de nações que defendem a tradição, onde inclui Israel e EUA(!), para uma cruzada contra o globalismo, o islamismo e o comunismo, o que causou o riso geral da comunidade diplomática (Imagino as gargalhadas do velho e sagaz Kissinger!) e um esfregar de dedos,  acompanhado de um sorriso de rapina, num sector fundamentalista minoritário de uma certa minoria espalhada por todo o globo (tenho direito à minha parcela de politicamente incorrecto), Eduardo Bolsonaro, um dos meninos de recado do actual presidente, junto ao guru dessa escumalha toda, o chefe de seita Olavo de Carvalho, defendeu o julgamento do regime cubano por crimes contra a humanidade em público! Que recado esses idiotas querem dar, ainda mais depois do ridículo, inútil e humilhante episódio dos “desconvites”?

 Barbárie consumista.

O resultado disso, obviamente, é dar a todos os países vizinhos a certeza de que o Brasil, a partir de agora, já não respeita o princípio da soberania e é favorável ao fim do que ainda resta da ordem vestfaliana! E dá tal passo, o que é um passo revolucionário que vai muito para além do que o tal “globalismo” conseguiu até hoje, em nome de um suposto conservadorismo. Haja burrice para os seguidores desses imbecis não enxergarem o óbvio! Como toda a acção provoca reacção, o Brasil, um anão militar e geopolítico, mas que ao menos garantia alguma ordem e não ingerência na vizinhança, verá todos os vizinhos que se sentem incomodados fazendo aquilo que os seus diplomatas, tão elogiados a nível internacional, sempre tentaram evitar: a corrida das nações ameaçadas do continente às capitais dos gigantes geopolíticos rivais dos EUA, ou seja, Pequim e Moscovo, em busca de segurança. Logicamente, obterão vantagens, em detrimento das empresas brasileiras. E no  caso venezuelano a resposta veio rapidamente: 


E mais virá. Podem ter a certeza de que mais bases russas e chinesas serão instaladas no continente e, como reacção a isso, também virão mais bases americanas. O Brasil, ao contrário do lema da campanha bolsonariana, ficará abaixo de todos e, como o México segundo Porfirio Diaz, longe de Deus, e pode um dia, se a “bronca” estourar por aqui, ser partilhado numa espécie de reedição da Conferência de Berlim, afinal, quem quer arriscar uma guerra mundial por causa de "cucarachos"?

E com os idiotas que temos no poder, que vêm agora tocar na questão das reservas indígenas em favor de uma política que vai beneficiar o latifúndio e a mineração, temos o pretexto perfeito para isso, para além do meio, afinal, ao se propor julgar Cuba e ao se hostilizar a Venezuela por causa de questões internas, mostrando que o Brasil abandonou o velho conceito de soberania em vigor, se abriu a brecha para os poderosos e cobiçosos condenarem o Brasil por tudo o que se passa e se passará na Amazónia. E não esqueçam que, em teoria, é o futuro do mundo que está em jogo na Amazónia. Além disso, lembro que para quem organizou e financiou o que se passou  na Síria, seria ainda mais fácil criar um evento que mostre ao mundo a necessidade urgente de se proteger os índios do "genocídio brasileiro"!


O papagaio brasileiro, instigado pelo traiçoeiro pit bull americano, quis dar uma lição no galo de briga venezuelano e este foi logo chamar o seu novo amiguinho, o tigre siberiano. Putin, ao enviar aviões de bombardeio de longa distância e declarar publicamente a intenção de construir uma base na Venezuela, deu um recado bem claro e espero que haja vida inteligente em Brasília pois Putin, inteligente, deixou uma porta aberta. É importante que o “seu Jair”, ou pelo menos o imbecil do senhor Araújo, seja rapidamente removido da posição que ocupou. Caso isso não aconteça, os danos podem vir a ser irreversíveis.  De resto, espero que os militares brasileiros saibam honrar a sua farda e não se comportem como meros seguranças de um clã de parasitas do erário sanguinários e covardes que podem deitar abaixo uma obra erigida por séculos de esforços, o Brasil.