O liberalismo tem os seus reis e imperadores.
No meio de tantos esforços, fica difícil dedicar tempo aos
escritos mais nobres, especialmente porque um blogue exige de alguma maneira um
acompanhamento dos factos quotidianos, ainda que o Prometheo tenha como
objectivo escapar à pauta dos jornais e analisar o presente de forma serena,
focando o que é de facto relevante ao invés de se perder no caos planeado do
submundo das notícias, ou dos blogues pautados pelo mesmo. Todavia, há poucos dias li um texto a respeito da reacção dos
brasileiros a um tipo conhecido por rei do camarote que me chamou a atenção. Para saber do que trata o texto, e quem é o tal “rei”, recomendo a todos um esforço de pouco mais de três
minutos, de preferência em jejum, para que conheçam o material que deu origem
ao texto citado:
O que em primeiro lugar chamará a atenção dos leitores
europeus é a semelhança entre este padrão de consumo e o que observamos nas
nações subitamente enriquecidas pelo petróleo no continente africano, afinal,
isso não se vê na Noruega (que está longe de ser um exemplo, que fique claro,
mas não deixa de ser uma nação com algumas qualidades notáveis). Tal comportamento
perdulário associamos aos filhos de ditadores africanos, magnatas russos, multimilionários
chineses, actores americanos e jogadores de futebol no velho continente. Seja
como for, este padrão de consumo está relacionado com um ganho que exigiu pouco
esforço, ainda que denote algum tipo de talento.