Qualquer um que estude a maçonaria com alguma atenção há de reparar que não se combate tal associação criminosa no campo das ideias, mas sim enquanto organização. Quem tentar lutar contra as ideias descaradamente maçónicas sem isso em mente acabará envolvido na trama pois a rede que combatemos não se limita ao campo adversário, mas se estende ao nosso campo pois não pode se dar ao luxo de ser isolada num canto. Se fosse, cairia num instante. Daí a razão pela qual os nefelibatas se perdem em debates sobre os évolas e os de Maistres da vida sem chegarem a lado nenhum. Posso garantir que provocam gargalhas nas lojas, ao menos nos graus mais altos (quanto aos arrivistas que predominam nos graus de baixo, vale o brocardo avaritia facit bardus).
É desde tal perspectiva que devemos olhar para a actuação dos indivíduos na política, e falo apenas dos partidos que se dizem "anti-regime" (os outros dispensam tal esforço e toda a gente que neles está deve ser excluída da vida política, ou coisa pior), estudando o seu passado, as suas amizades, quem paga as suas contas e o posicionamento dos mesmos em relação ao que é de facto importante. Da boca para fora, é fácil ser nacionalista e proclamar amor pela pátria, e não é problemático colocar isso em práctica nas pequenas coisas se, num golpe de sorte, se chega a uma posição de poder, reservando o poder adquirido pela confiança dos ingénuos que caem no truque do nacionalismo das pequenas coisas e das palavras bonitas para ser usado nos momentos fundamentais, em que agir em contradicção com os princípios enunciados é vital para a manutenção da estrutura de poder.
