José de Abreu é ator e cidadão brasileiro. Nasceu em Santa Rita do Passaquatro, interior do Estado de São Paulo, mas reside na cidade do Rio de Janeiro, como boa parte do elenco da Rede Globo.
O paulista - de fato, diferentemente de Eduardo Bolsonaro - trouxe, em um momento de crise, o dinheiro que recebe da televisão carioca para gastar em um restaurante na cidade de São Paulo. Porém, como se pode ver no vídeo abaixo, aparentemente quando se retirava, José de Abreu passou a ser verbalmente agredido por um desagradável casal de coxinhas.
Por alguma razão, o homem queria que ele voltasse para "sua terra" - Sta. Rita do Passaquatro??? - e o chamou de safado. A esposa, como uma espécie de papagaio monocórdio, só fazia repetir o xingamento: "Safaaado, safaaado...". Ele, que se identificou como advogado, passou então a dizer que o ator seria vagabundo, pois viveria às custas da Lei Rouanet.
E que lei é essa? É a que permite, entre outras coisas, que empresas abatam de sua declaração de Imposto de Renda a ajuda financeira que oferecem à produção cultural. Essa lei não foi criada pela administração petista, mas pela de Fernando Collor de Mello, talvez o presidente mais liberal que o Brasil já teve (a despeito do confisco). Entre os atores que já se beneficiaram dela está Regina Duarte, que, pelo menos desde o dia 14 deste mês, utiliza a dita lei para conseguir incentivos para uma nova peça. Essa mesma atriz se destaca, há anos, em oposição a seu colega global, por seu anti-petismo. Por ironia do destino e desgraça do coxinha sem educação, que não respeita nem a refeição alheia, o ator petista, no entanto, diz no vídeo nunca tê-la utilizado!
Agora, em vez de criticarem a agressão gratuita sofrida pelo ator, muitos querem condená-lo por ter perdido as estribeiras e cuspido no casal. Alguns até querem parecer comedidos dizendo que ele deveria ter "debatido idéias", como se o casal estivesse debatendo alguma coisa e como se fosse obrigação de um cidadão estar disposto a transformar o restaurante que frequenta em uma ágora. Entre os que se fingem de indignados com esse comportamento, encontram-se muitos dos seguidores do gnóstico satanista da Virgínia, justamente aquele que, há anos, advoga que se dê uma "catarrada no olho do c..." de quem for de esquerda e outras bizarrices que lhe são típicas.
O que eu teria feito nessa situação? No caso do advogado bestalhão, eu o teria deixado prostrado no chão e diria para não se levantar até que o ilustríssimo causídico honrasse seu diploma e demonstrasse entender as bases constitucionais do pacto federativo, do direito à livre circulação de pessoas em locais públicos por todo o território nacional e a gravidade da falsa acusação e difamação pública que praticava.
Quanto á sua acompanhante coxinhette, creio que uma cusparada já está de bom tamanho. É fato que não se bate nem com uma flor em uma outra flor. Mas flores, também isso é verdade, se regam.














