Estranho, sim, mas não improvável.
O que se passa hoje faz sentido quando interpretado à luz das propostas de reorganização do mundo surgidas após a desintegração da União Soviética, ainda que os desenvolvimentos recentes não previstos tenham uma importância fundamental, mais reforçando do que alterando o rumo das coisas. As constantes revelações a respeito do lado sombrio dos Clinton, por exemplo, são apenas a ponta do iceberg. Se a trama for investigada até ao fim, o que pode muito bem acontecer numa presidência Trump, a estrutura de poder do mundo será exposta e a actual elite, ou pelo menos uma parte significativa dela, terá os dias contados.
Os sinais em torno de Trump são pouco claros, mas aceito como provável a hipótese de que a sua eleição realmente representará uma ruptura na América, ainda que seja por mera ambição pessoal. Trump terá sérias limitações e enfrentará uma onde de oposição inédita na história americana e ele, verde em questões internacionais, pode bem ser colocado numa armadilha. Os senhores do mundo, ainda que percam a América, podem causar problemas dos mais variados e complexos em qualquer parte do mundo, sabem que as multidões são previsíveis e têm o poder sobre os media corporativos...



