domingo, 7 de abril de 2019

Bolsonaro e Araújo: querem que Hitler desenhe?


Em 2017, Dinesh D'Souza, intelectual conservador conhecido nos EUA, porém de origem indiana, e que já foi preso por ter cometido fraude eleitoral, lançou um livro em que alegava expor as "raízes nazistas da esquerda americana".  




E, ainda em 1944, Ludwig Von Mises já havia proclamado a influência marxista pelo menos nas idéias econômicas dos nazistas.





De uma forma ou de outra, não é de hoje que autores populares na direita americana tendem a identificar o nazismo com o socialismo (não muito diferente da esquerda, frequentemente disposta a chamar qualquer liberal de "fascista"), tornando esse veredito, longe de consensual academicamente, extremamente comum entre os conservadores por lá. 

Essa atual celeuma sobre o tema envolvendo autoridades brasileiras - não só o Ministro Ernesto Araújo, como o próprio Presidente -  é só consequência da absorção de cacoetes americanizados pela direita daqui, em um fenômeno não muito diferente da presença da Estátua da Liberdade na loja de departamentos do empresário bolsomínion.




E não me parece que seja uma questão sem fundamento: como dizer que uma agremiação política denominada Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães não era socialista? 

Eu mesmo já concordei com essa posição exatamente devido a essa evidência aparentemente insofismável. Isso até eu perceber que, pelo mesmo critério, a esquerda americana seria toda composta de liberais pelo simples fato de que, nos Estados Unidos, "liberal" é o termo empregado para se referir à esquerda. Ou que os conservadores americanos seriam monarquistas, como seus congêneres britânicos, apesar de se identificarem como defensores dos princípios e valores que nortearam a constituição liberal-revolucionária de seu país.
Ou seja: será que o termo "socialismo" e seus derivados tinham o sentido usual também para os fundadores do Partido Nazista?


Não foi isso o que respondeu Hitler, em uma entrevista concedida em 1923 e republicada em 1932, conforme reprodução pelo jornal The Guardian e da qual traduzo alguns trechos essenciais para a discussão:



"Quando eu tomar o poder na Alemanha, colocarei um fim nos tributos externos e no bolshevismo doméstico [...] O bolshevismo [...] é nossa maior ameaça. Mate o bolshevismo  na Alemanha e você restaura o poder de 70 milhões de pessoas. A França deve sua força não a seus exércitos, mas às forças do bolshevismo e ao dissenso em nosso meio [...]"


Essas foram palavras do próprio Führer. Mas, ainda assim, pode-se argumentar que ele criticava o socialismo internacionalista russo, não sua suposta vertente nacionalista. Isso parece ter ocorrido ao entrevistador também, que, no entanto, estranha o fato do programa do partido de Hitler não refletir isso:

"Por que [...] o Senhor chama a si mesmo de nacional-socialista, já que o programa do seu partido é a própria antítese do que se comumente atribui ao socialismo?"


Ao que ele respondeu:

"O socialismo [...] é a ciência de se lidar com o bem-estar comum. O comunismo não é socialismo. O Marxismo não é socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Eu arrancarei o socialismo dos socialistas.
O socialismo é uma antiga instituição germânica, ariana. Nossos ancestrais alemães tinham certas terras em comum. Eles cultivavam a idéia do bem-estar comum. O marxismo não tem o direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, diferente do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferente do marxismo, ele não envolve a negação da personalidade, e, diferente do marxismo, é patriota. 
Nós poderíamos ter nos denominado de Partido Liberal. Nós escolhemos nos denominar nacional-socialistas. Nós não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Nós exigimos o cumprimento das justas súplicas das classes produtivas pelo Estado na base da solidariedade racial. Para nós, estado e raça são unos". 
"[...] As favelas [...] são responsáveis por nove décimos, e o álcool por um décimo de toda a perversão humana. Nenhum homem saudável é marxista. Homens saudáveis reconhecem o valor da personalidade".
"[...] Nossos trabalhadores têm duas almas: uma é alemã, e a outra é marxista. Nós temos de despertar a alma alemã. Nós temos de extirpar o cancro do marxismo. Marxismo e germanismo são antíteses."
 A propósito, a mesma entrevista cita palavras de Leon Trotsky na qual o mais internacionalista dos comunistas - na realidade, o mais interplanetário dos comunistas - sugere que o nacional-socialismo alemão seria "o último baluarte da propriedade privada".

Deu para entender ou querem que Hitler desenhe?

Caio Rossi - Publicado originalmente no blogue Pérolas da Nova Direita

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Nacional-Gnosticismo III: a Grande Cadeia do Ser





Vimos, na primeira parte desta série, as alusões do Ministro Ernesto Araújo a autores esotéricos em "Trump e o Ocidente", artigo que escreveu para uma revista de relações internacionais e que Olavo de Carvalho utilizou como referência ao recomendá-lo ao cargo no Governo Bolsonaro. 
É com base em conceitos esotéricos que também se ergue sua concepção de nação, como se verifica nesse trecho:
Fernando Pessoa ... dizia na Mensageur: '"As nações todas são mistérios. Cada uma é todo o mundo a sós"... [S]ua reação é justamente a tentativa genial de recuperar ou reinventar o nacionalismo mítico [...], refundar a unicidade profunda, multidimensional, transpolítica da nacionalidade ... 'As nações todas são mistérios': aqui, a palavra 'mistérios' pode se ler não só no sentido de enigma inescrutável, mas também de celebração e rito iniciático, de culto mistérico, como nos mistérios de Elêusis, e nesse sentido cada nação é também uma religião. [meus grifos]
Essas considerações reforçam o que foi dito na segunda parte sobre a acepção esotérica do termo "metapolítica" quando empregado pelo Chanceler. Como explicado então, metapolítica, nesse sentido, toma como princípio a existência de um "saber primordial comum a todas as civilizações", o que a tornaria, segundo seus defensores, a "expressão de uma ciência não profana, e sim sagrada", que "penetra no mistério escatológico da história" expressando "um projeto que [...] os homens retos esforçam-se de [sic] realizar na terra..."
É com esse pano de fundo que se deve ler as seguintes afirmações de Ernesto Araújo logo no início do referido ensaio:

[A]o lado de uma política externa, o Brasil necessita de uma metapolítica externa, para que possamos situar-nos e atuar naquele plano cultural-espiritual em que, muito mais do que no plano do comércio ou da estratégia diplomático-militar, estão se definindo os destinos do mundo. Destinos que precisaríamos estudar, não só do ponto de vista da geopolítica, mas também de uma 'teopolítica'. [meus grifos]
Como já estabelecido, se essa "teopolítica"/"metapolítica" tem como base uma concepção esotérica, então se faz necessário compreender como ela se articula até chegar à proposição de um nacionalismo que, mais do que o termo sugere, é também, e mais essencialmente, um "culto mistérico" e segundo o qual cada nação "é também uma religião".
Para tanto, não se pode cair no erro, que tem se tornado muito comum, de tomar as idéias de Ernesto Araújo, ou de Olavo de Carvalho, entre outros, na mesma chave com que se recebem as intervenções da Ministra Damares Alves ou de Iolene Lima. Leo Strauss, com seu Perseguição e a Arte de Escrever e suas considerações sobre as reais crenças de Maimônides, já deu rigor acadêmico à compreensão de como o discurso esotérico se camufla em uma nuvem de aparente religiosidade convencional.



É preciso atenção para não se deixar levar pelos símbolos linguísticos cristãos quando utilizados por pensadores gnósticos que se dizem defensores ou representantes da "fé cristã", sobretudo quando eles mesmos fazem referência a autores esotéricos como base de seu pensamento.

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O Ocidente cristão herdou da Antiguidade grega o conceito que se convencionou chamar de A Grande Cadeia do Ser. Essa Grande Cadeia seria a hierarquia que, iniciando-se no Ser Supremo - a origem de todos os seres e de toda a possibilidade de existência -, desceria, passando pelos deuses (ou anjos, na classificação cristianizada) e chegando até os homens, animais e minerais (existe um clássico de Arthur O. Lovejoy, publicado pela Harvard University Press, a respeito). 



Em consonância com o que apresentam as Escrituras, essa Grande Cadeia do Ser foi assimilada pelo Cristianismo como apresentando o Deus Criador no topo e, abaixo, os seres por Ele criados mediante Sua Vontade soberana.

Os gnósticos, no entanto, mantiveram uma perspectiva mais próxima da neoplatônica, mesmo que eles se apresentem exteriormente como defensores do Cristianismo.

De forma geral e muito simplificada, pode-se dizer que eles concebem a Grande Cadeia do Ser tendo, em seu topo, o Uno Transcendente Supra-Individual do qual emanariam - surgiriam espontaneamente, por assim dizer - deuses dos quais, por sua vez, "emanariam" ainda outros, em quantidade sempre crescente, até que, por fim, teríamos a realidade sensível na qual vivemos de forma mais imediata.

Um povo, uma nação, seria, portanto, mais do que uma coletividade humana com vínculos históricos, culturais, linguísticos ou étnicos entre seus membros. O modo de ser, agir ou pensar associado a um tipo nacional seria a manifestação sensível das possibilidades ontológicas contidas potencialmente na divindade arquetípica da qual essa nação mais imediatamente emanaria. Por essa razão, cada membro dessa nação teria de buscar a realização dessas possibilidades. Essa seria a finalidade, o "telos" de sua existência.


É dessa metafísica que advém a "metapolítica" que embasa o nacionalismo gnóstico. E é só munido desses conceitos que se pode compreender as palavras de Fernando Pessoa, ecoadas por Ernesto Araújo, sobre cada nação ser como um mistério, o que incluiria, no detalhamento feito pelo atual Ministro, também um "rito iniciático", um "culto mistérico" e "uma religião". Realizar, atualizar esse arquétipo nacional seria, segundo essa perspectiva, mais do que expressar uma "cultura", mas rigorosamente o cumprimento de um rito, o viver em consonância - e, consequentemente, em "ressonância" - com a divindade que deu origem a uma dada nação.
Ainda nessa concepção, os anjos - equivalentes semíticos dos deuses, segundo os esotéricos - seriam mais do que "entes" espirituais criados por Deus. Eles seriam "níveis da realidade". Seriam "estados" e, ao mesmo tempo, "seres supra-individuais".

É por essa razão que René Guénon escreveu, em O Homem e seu Devir Segundo o Vedanta [que, é importante destacar, Olavo de Carvalho inclui na lista de "Livros que fizeram minha cabeça"], abaixo em sua tradução espanhola:
[C]asi todo lo que se dice teologicamente de los ángeles puede decirse também metafisicamente de los estados superiores de ser. 





Reforçando, o mesmo autor diz, em "Os Estados Múltiplos do Ser", desta vez em tradução brasileira:
Já notamos que quase tudo o que é dito teologicamente dos anjos pode ser dito metafisicamente dos estados superiores do ser.





A propósito, alguns leitores devem se lembrar que, em 2015, nos artigos "A Igreja Humilhada" I e II, o pensador e, é importante lembrar nesse contexto,  também astrólogo Olavo de Carvalho defendeu que a recuperação da Igreja Católica só seria possível através do anterior resgate da "cosmologia medieval".

Vejamos o que Guénon - que "fez a cabeça" do Olavo e de Araújo - diz no trecho seguinte àquele reproduzido logo acima:
Já notamos que quase tudo o que é dito teologicamente dos anjos pode ser dito metafisicamente dos estados superiores do ser, assim como, no simbolismo astrológico da idade média, os “céus”, ou seja as diferentes esferas planetárias e estelares, representam estes mesmos estados, e também os graus iniciáticos aos quais corresponde sua realização; e, como os “céus” e os “infernos”, os Dêvas e os Asuras, na tradição hindu, representam respectivamente os estados superiores e inferiores em relação ao estado humano.
Veremos, na 4ª parte, a aplicação dessa "metapolítica" gnóstica à ordem política internacional.

Caio Rossi - Publicado originalmente no blogue Pérolas da Nova Direita

terça-feira, 19 de março de 2019

Nacional-Gnosticismo II: a Metapolítica do Ministro


Desde a mais recente campanha presidencial, o chanceler Ernesto Araújo mantém um blog denominado Metapolítica 17 (referência ao número do então candidato Jair Bolsonaro), que pode ser acessado atualmente no endereço www.metapoliticabrasil.com. Apesar do endereço, a antiga capa e o nome original foram mantidos:
Quando da indicação desse Ministro, Olavo de Carvalho reagiu a uma publicação de Martim Vasques na qual o  ex-aluno e atual desafeto, apelidado de Martim Vaca, teria divulgado os posts de um russo que teria dito que Ernesto Araújo tem ligações com a "nouvelle droite" de Alain de Benoist exatamente por utilizarem, ambos, o termo "metapolítica":


É verdade que, como se lê no printscreen acima, metapolítica é um assunto, não indicando necessariamente a pertença a um grupo específico, mas também é verdade que o termo tem mais de um sentido, e aquele no qual o chanceler se enquadra o aproxima por demais do que pensam e fazem certos "grupos iniciáticos".

É o que se conclui do artigo "O que é Metapolítica?", de Alberto Buela, cuja tradução foi publicada no Brasil em 2014, bem antes, portanto, de tal discussão e evidentemente não influenciado por ela. 




Buela identifica 3 acepções do termo, sendo que somente as duas primeiras flagrantemente divergem das posições exibidas publicamente por Ernesto Araújo: 

A primeira acepção refere-se ao desenvolvimento de uma atividade cultural como "condição prévia e necessária para a tomada do poder político", mas, idealmente - e, segundo Buela, contraditoriamente -, sem qualquer ação política direta. Seria uma absorção do método gramsciano pela direita. Segundo Buela, "[p]oucos são os que sabem que este é o antecedente mais distante da noção de metapolítica que começou a manejar-se em fins dos anos sessenta por um grupo cultural francês conhecido como nouvelle droite".
A segunda acepção é a de uma filosofia política da linguagem sem pressupostos metafísicos, gritantemente oposta à posição do Ministro das Relações Exteriores e à de seu guru. 

Mas há a terceira acepção, que merece uma maior atenção:
"Uma terceira acepção da metapolítica está dada pelo que denomina-se tradicionalismo, corrente filosófica que ocupa-se do estudo de um suposto saber primordial comum a todas as civilizações. Cabe distinguir este tradicionalismo que por definição é ahistórico, da tradição de um povo particular como história de valores a conservar.
O máximo representante desta corrente, neste tema, é o italiano Silvano Panunzio que em sua obra Metapolítica: A Roma Eterna e a nova Jerusalém ocupa-se detalhadamente dos fundamentos da metapolítica e sua funcionalidade em nosso tempo.
Não obstante, é seu continuador o agudo pensador ítalo-chileno Primo Siena, quem melhor define esta significação de metapolítica quando sustenta: "Transcendência e metapolítica são conceitos correlativos, por ser a metapolítica veraz expressão de uma ciência não profana e sim sagrada; ciência que portanto eleva-se à altura de arte régia e profética que penetra no mistério escatológico da história entendido como projeto providencial que abarca a vida dos homens e das nações. Por conseguinte, a metapolítica expressa um projeto que - pela mediação dos Céus - os homens retos esforçam-se de realizar na terra, opondo-se às forças infernais que tentam resistir-lhes."
Sim, aí está a metapolítica condizente com o autor de "Trump e o Ocidente", o entusiasta de autores gnósticos, do defensor do tradicionalismo supratemporal de René Guénon, do dono do blog Metapolítica 17.

Caio Rossi - Publicado originalmente no blogue Pérolas da Nova Direita

segunda-feira, 18 de março de 2019

Nacional-Gnosticismo I: o Chanceler Esotérico




Ernesto Araújo, o chanceler brasileiro indicado por Olavo de Carvalho, notabilizou-se, entre outras razões igualmente controversas, por ter enaltecido o "Deus de Trump", que, segundo Araújo, "não é o Deus-consciência cósmica", mas "o Deus que age na história, transcendente e imanente ao mesmo tempo".

No mesmo ensaio, intitulado "Trump e o Ocidente", ele diz acreditar haver "ecos guenonianos" no discurso de Trump em Varsóvia, atribuindo-os à influência de Steve Bannon, então seu estrategista.


Bannon é, de fato, influenciado não só por René Guénon, como também por Julius Evola, mas, mesmo que nos esforcemos em considerar a fé de Trump algo genuíno (convicção religiosa essa que parece ainda mais cínica quando o vemos e ouvimos falar dela, como no vídeo abaixo), não é verdade que o conceito de Deus em Guénon sequer se assemelhe à concepção cristã ou especificamente católica, ao contrário do que afirma Araújo.







Em uma entrevista, reproduzida no vídeo acima e mencionada em um artigo do Washington Post, Trump diz que "Deus criou isso [apontando para seu campo de golfe e a natureza em volta], e está aqui o Oceano Pacífico bem atrás de nós".


Para René Guénon, 'criação" divina era um conceito inferior, exotérico, e, mesmo assim, típico somente das 3 tradições de origem semita (que ele chamava, com desprezo, de "religiões").

Guénon cria no emanacionismo. E cria não só que o universo teria emanado da Divindade - e não sido criado por Ela -, mas que os diferentes nomes divinos seriam referências também a diferentes manifestações hipostáticas dessa Divindade. Mais especificamente, Guénon escreveu, em O Rei do Mundo, que o El Élyon, o Deus Altissimo de Melquisedeque, seria o mesmo Emmanuel a que Cristo se referia, mas que esse seria superior a El Shaddai, o Todo Poderoso que se manifestou a Abraão.



Mas é difícil acreditar que Ernesto Araújo ignorasse isso tudo.

Araújo é autor de 3 livros de ficção. Um deles é intitulado Quatro 3, que escreveu quando "servia na embaixada em Berlim". Em entrevista sobre o livro publicada no site da própria editora, há um trecho que demonstra sua familiaridade com o gnosticismo, e evidente simpatia para com a heresia:

Alfa Omega: Seu livro também fala muito de deus.

Ernesto Araújo: Sim. Outro ponto que procuro trabalhar é a idéia da fragilidade de deus. Acho necessário contestar a concepção de deus como administrador do universo, e propor aquela de deus como prisioneiro desse mesmo universo. Precisamos resgatar a visão gnóstica do “deus que sofre”, e esquecer a figura do deus-juiz, do legislador cósmico vigiando e punindo.

Esse livro foi publicado 18 anos antes que ele se tornasse  nosso chanceler. Poderia refletir somente uma fase gnóstica na juventude, mas as muito mais recentes referências positivas a René Guénon, Julius Evola, Vitor Manuel Adrião e Carl Jung em "Trump e o Ocidente", além de sua ligação com Olavo de Carvalho, sugerem, ao contrário, um aprofundamento em suas convicções.

Caio Rossi - Publicado originalmente no blogue Pérolas da Nova Direita