sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Ingerência externa crescente no Brasil


Está chegando a vez do Brasil....


Como se não bastasse a acção dos incendiários brasileiros a mando dos poderes internacionais, com destaque para Lula e Bolsonaro (Marina, Amoedo, Meirelles e Alckmin entram no rol dos que representam o interesse das corporações e bancos internacionalistas, mas entram no jogo como "escolhas moderadas"), eis que agora o poder que levou a Europa subjugada por Bruxelas a agir em prol da ingerência na Síria, causando centenas de milhares de mortes e aumentando as fileiras dos grupos terroristas islamistas em dezenas de milhares de combatentes, despoletando uma vaga de refugiados para o velho continente que agora está a se expandir para as massas da África subsaariana, alvo de campanha de desestabilização pelas mesmas forças numa faixa que se estende do Corno de África até ao Mali, resolve dar a cara na crise brasileira enviando um dos seus paus mandados mais estridentes para jogar mais lenha na fogueira que ameaça consumir o país:

Martin Schulz, líder da social-democracia alemã, visita Lula na prisão



Como cereja por cima do bolo, ainda ficamos a saber que Boaventura de Sousa Santos, um activista luso disfarçado de professor universitário ligado a fundações internacionalistas e um dos mentores do Bloco de Esquerda, partido criado com o fim de inserir as tais "causas fructurantes" no debate político, dividindo a população em facções e desviando o foco do debate dos temas económicos e sociais, facção cujos líderes se especializaram em comprar património público a preços ridiculamente baixos para depois vendê-lo a preços de mercado, para além de serem empregados por corporações como a SONAE e financiados discretamente por bancos como o antigo Espírito Santo, também vai jogar mais lenha na fogueira que ameaça consumir o Brasil. Está mais do que na hora de se dar um basta. De um lado, um procurador nas mãos do departamento de estado americano cria o caos jurídico e prende arbitrariamente Lula, que, para tornar tudo ainda pior, se candidata à presidência. Do outro lado, políticos de relevo internacionais, ligados ao mesmo esquema de poder que age sobre Moro a partir do Departamento de Estado Americano, vêm ao Brasil para "mandelizar" Lula.

Será difícil perceber que estamos todos a ser enganados e a intenção é dividir para reinar?

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Algumas palavras a respeito do falecimento do senador John McCain

Sem sombra de dúvida, foi um político à altura de um Rebelo de Sousa ou de um Costa,
apesar de ter sido realmente importante...


Cada vez mais me imunizo contra o sentimentalismo em questões de política, o que está bem longe de não atacar com veemência meus antagonistas e inimigos ou não apoiar com firmeza os aliados, portanto, não estou minimamente interessado em repetir o que todos os que condenam McCain estão fazendo.

Tentarei fazer um exercício diverso que consiste em saber, sem ligar à minha posição em relação ao que defendia McCain, se ele foi um mero político bem conectado cuja imagem foi promovida pelos media ou se realmente foi algo para além disso. Para que entendam onde quero chegar, vos contarei uma história.

Ao saber da morte do grande Cardeal Richelieu, um estadista de primeira ordem que assegurou para a França uma posição de proeminência que duraria uns 200 anos, o que é um enorme êxito em termos históricos, ainda mais quando consideramos a acção desastrada de vários dos seus sucessores (a começar por Luís XIV), o Papa Urbano VIII disse algo do tipo:

- Se Deus existe, o Cardeal terá muitas contas a prestar a ele, caso contrário... bom, teve uma vida recheada de sucessos.

É dentro desse espírito que consigo admirar Ciro, Péricles, Temístocles, Sérvio Túlio, Cincinato, Quinto Fábio Máximo, Cipião, Mário, Sula, Júlio César, Constantino, Dom João II, Oda Nobunaga, Ieyasu Tokugawa, Richelieu, Talleyrand, Metternich, Disraeli, Bismarck, Theodor Roosevelt, o Barão do Rio Branco, Getúlio Vargas, Estaline, Kissinger, toda a liderança chinesa desde Mao Tse Tung e Vladimir Putin. Aqui não entram considerações morais, simpatias políticas ou qualquer coisa que não seja a sagacidade desses indivíduos e a capacidade dos mesmos de não perderem o norte mesmo no meio do turbilhão da política, que muitas vezes coloca o estadista numa posição extremamente difícil que por vezes o historiador, com todo o tempo de mundo para estudar e reflectir uma situação, sem nenhum tipo de pressão resultante da responsabilidade e conhecedor dos desenvolvimentos posteriores, tem dificuldade para perceber. Tal e qual o general em batalha, o estadista, usando a linguagem "clausewitiana", é obrigado a agir no meio da "névoa da guerra".

Voltando a McCain, a verdade é que, infelizmente, se trata de uma perda facilmente substituível, o seja, estava ao nível de qualquer político português ou brasileiro.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Venezuela: Alerta

Reconquistando na América Latina o que será perdido no Médio Oriente e no Extremo Oriente...


Parece que agora começará o capítulo final da novela latino-americana. Enquanto a instabilidade da Venezuela continua um processo de "aceleração final" começado com o atentado com drones contra o presidente Maduro, executado, no mínimo, por grupelhos locais com consentimento de Washington, a crise dos refugiados venezuelanos vai espalhando a instabilidade na vizinhança, o que só contribui para o processo de polarização política cujo fim é fracturar as diversas nações do continente. Como se isto não bastasse para que o observador atento das coisas do mundo, especialmente desde a fragmentação da Jugoslávia, desconfiasse de algo grande, ainda mais quando as ligações locais dos grandes jogadores estão bem posicionadas e usam a sua influência da maneira mais incendiária possível, ainda nos dão "spoilers":

Chefe do Pentágono visita o Brasil em missão para conter influência chinesa

Colômbia protesta contra incursão territorial da Venezuela

Há muitos anos, quando desconfiei da honestidade de Olavo de Carvalho, o guru de Bolsonaro, e o escrutinei, situação que despoletou uma reacção desproporcional da parte do ocultista e me abriu os olhos para certas realidades, levando-me a investigar o guru com atenção, certas coisas já eram bem claras para mim, e os factos actuais só confirmam o que desde então tenho dicto com um grau de precisão avassalador. Sugiro a todos uma releitura do texto que então escrevi para a revista Geopolitica:

Exposing a Brazilian Agent Provocateur

Quanto aos meus leitores que vivem no Brasil,  peço não somente que abram os olhos e estudem a situação, sem preconceitos ideológicos. Se não o fizerem, pode ser que amanhã sejam os senhores os refugiados...

 



 

 


 

domingo, 26 de agosto de 2018

Possíveis complicações na Síria



Como se duas não fossem, neste caso, demais, eis que o Major-General russo Igor Konashenkov vem avisar que os "rebeldes" na Síria planeiam um novo ataque com armas químicas, tudo em combinação com os capacetes brancos e coordenado por serviços de inteligência ocidentais, para criarem um pretexto para um ataque da NATO contra a Síria. É mais do que óbvio que, pela terceira vez, Assad será acusado por toda a imprensa e por quase todos os partidos pelo ataque:


Para que percebam a gravidade de tudo isso, lembro que a situação geopolítica do mundo é incomparavelmente mais explosiva  que a vivida quando da chamada Crise dos Mísseis de Cuba, situação que, no fundo, nunca foi uma crise, não passando de uma manobra destinada a criar uma contrapartida para a retirada dos mísseis com ogivas nucleares americanas recém estacionados na Itália e na Turquia, facto omitido do público por décadas, numa conjuntura de relativa estabilidade garantida pelo equilíbrio de forças então existente num mundo bem menos complexo, onde os actores e os seus interesses estavam muito bem definidos. Porém, ainda assim, uma guerra poderia ter acontecido apesar de toda a boa vontade e coordenação entre Washington e Moscovo. 
 
Não foi há muito tempo que ficamos a saber que os submarinos russos enviados para Cuba, os tais com os quais o alto comando não conseguiu se comunicar a tempo de os avisar a respeito do acordo obtido, portavam torpedos nucleares e tinham instrucções para usá-los se não houvesse opção. O protocolo estabelecido entre os soviéticos e americanos durante a crise previa que os navios e superfície americanos, quando detectassem um submarino russo, o fizessem vir à tona recorrendo ao uso de granadas de mão. Porém, sem o aviso, as explosões das granadas poderiam ser tomadas por explosões de cargas de profundidade. Foi o que aconteceu num caso, e sabemos que o oficial político defendeu o uso do torpedo nuclear. Só o sangue-frio do comandante, e do outro oficial com voto nesse ponto, salvaram o mundo de uma guerra nuclear, e estamos a falar de homens completamente exaustos por causa de uma viagem extremamente fatigante.
 
Olhando para o que se passa hoje na Síria e no mundo, podemos agradecer ao facto de Putin, tal e qual o comandante daquele submarino, possuir sangue-frio, mas o seu espaço de manobra fica cada vez menor e pode chegar a altura em que esteja colocado contra uma parede. Se isto acontecer, meus caros, Putin será obrigado a atacar. E para piorar, um dos lados parece ter perdido toda a racionalidade, o que só aumenta o risco de erros de cálculo ou acidentes...

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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Abram os olhos: Sérgio Moro é um incendiário ao serviço de interesses externos!

Eu venho avisando há anos!


Há muito venho por este meio denunciando que Sérgio Moro está ao serviço do Departamento de Estado Americano, não passando de uma peça na imensa engrenagem  montada com o intuito de desestabilizar o Brasil. No caso de Moro, isso é feito tanto por tanto por via directa, politizando o judiciário num grau de descaramento inédito em toda a história brasileira, contribuindo assim para a polarização ao jogar lenha na fogueira, quanto por via indirecta, com efeitos mais nefastos, ao promover o descrédito total do poder judiciário. A conclusão do homem comum perante tal situação é que a justiça mais não é do que uma arma da política, e que o que verdadeiramente conta é a força, ainda mais quando a desorientação leva os indivíduos atomizados a buscarem conforto nos grupos militantes. Acho que não preciso dizer mais nada para que todos percebam a gravidade da situação. Para meu consolo, ao menos um jornalista brasileiro percebeu a gravidade da situação e tem dado mostras de grande sabedoria a coragem. Me refiro a Reinaldo Azevedo. Seja quais forem as divergências que mantive com ele no passado, considero tudo isso um assunto encerrado e dou meus parabéns a Reinaldo Azevedo por tentar incutir um bocado de lucidez nas massas.

A anomia em relação ao judiciário, em simultâneo com o processo de fractura ideológica em curso, num mundo que passou pelas guerras da Jugoslávia, pela invasão do Iraque e do Afeganistão, para além das primaveras árabes, da ingerência na Síria e do golpe de estado na Ucrânia, não é uma mera questão técnica académica para "juristas", classe de bestas quadradas com uma visão tão sofisticada da civilização quanto os contabilistas, mas sim uma questão, sem exagero, de segurança nacional, a ser debatida por gente com preparo para entender a política numa perspectiva ao nível de um estadista ou historiador. Nada de bom pode nascer daí, ainda mais quando analisamos a história da crise brasileira. Essa crise, ao contrário do que percebe a maioria, não começou com as presidências do PT. Ela está latente há mais de um século e chegou ao grau de desenvolvimento actual graças a um esforço continuado que, em menor ou maior grau, coloca todas as presidências desde a era Sarney no mesmo plano. A actual crise, em termos de longo prazo, é apenas um reflexo de algo bem maior, que é o processo de sabotagem gradual e contínua da soberania brasileira. 

Apenas em tal perspectiva, ainda que uma simples leitura do currículo de Sérgio Moro seja suficiente para abrir os olhos para qualquer pessoa com conhecimentos de política internacional e história, se consegue perceber a acção do "super-juiz". Nada disso deveria causar espanto, afinal, nada tem de sofisticado. Os serviços de inteligência das grandes potências sabem como "apanhar o peixe pela boca", e é quase tudo feito às claras, até de maneira rasteira, ainda mais em nações desmoralizadas como o Brasil. Esqueçam o imaginário "James Bond". A coisa tem mais ar de bordel de beira de estrada ou freak show, para ser mais explícito. Muitas vezes o agente nem sequer tem consciência dos objectivos por detrás da sua acção, e até prefere não saber. Isso explica como um caipirão irredutível como o Sérgio Moro, um tipo que transpira arrivismo e mal sabe disfarçar a sua motivação, chega a este ponto de descaramento:

Soltar Lula provocaria ‘situação de risco’, diz Moro ao CNJ

 

Agora me darei ao luxo de ser explícito para que os senhores percebam de uma vez o que se passa: A intenção deste irresponsável é causar uma fractura ideológica e até mesmo uma guerra civil? 

Para que não me venham com comentários idiotas, quero apenas dizer uma coisa: se tivessem me dado ouvidos, hoje o PT estaria politicamente morto. Bastava deixar o governo Dilma chegar ao fim, e, com a presidência enfraquecida, seria possível fazer pressão e exigir algumas mudanças, dando tempo, num quadro de serenidade, para que se encontrasse um alternativa política que unificasse os brasileiros! Ao invés disso, os senhores preferiram ouvir os incendiários. Agora correm o risco de verem Lula voltar ainda mais forte do que antes, e até mesmo de viverem uma guerra civil. Caros, o Brasil é, como todos vocês sabem, um país de imensos recursos, indefeso e desorientado. É a pior das combinações. O que vos dá o direito de acharem que a história, no caso brasileiro, chegou ao fim? Abram os olhos, seus caipiras!  

Eleições no Brasil: Ou o gigante acorda do coma, ou desligarão a máquina... (parte 2)



O Grande Jogo chegou à América do Sul. Deixem de ser provincianos!



Há muito mais para se dizer a respeito do que se passa em relação ao desmantelamento de todos os pilares da soberania brasileira, mas fico por cá e agora abordo as eleições. Dos nomes confirmados, só nos interessam quatro, ainda que um seja incerto devido à prisão. São eles: Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Marina, no fundo, é apenas um peça que serve para frear uma das candidaturas, o que explicarei posteriormente. Desses quatro nomes, que são os que contam, três estão nas mãos de interesses internacionalistas: Lula à esquerda, Jair Bolsonaro è direita e Geraldo Alckmin ao centro Sendo assim, apenas Ciro Gomes representa uma candidatura “nacional”, se colocando ideologicamente como centro-esquerda (da minha parte, concluí que tais classificações são inúteis, a não ser para perceber como o eleitorado é manipulado). Da minha parte, folgo em saber que Ciro, naquilo que mais divirjo com ele, que são questões religiosas, morais e culturais, se compromete a agir em respeito aos valores da maioria do povo, se recusando a ser um déspota esclarecido. Mas voltemos ao foco. Quem acompanha o blogue, sabe que  há anos, desde antes do impeachment de Dilma Rousseff, alerto para o perigo da polarização, para os objectivos por detrás disso e também para os perigos que o Brasil corre, incluindo uma guerra civil. Pois bem, desde então a polarização só aumentou e a campanha presidencial vai levá-la ao rubro. Quanto ao impeachment de Dilma, fui contra, ainda que fosse um opositor duro do PT e dos seus governos, que na minha opinião perderam a maior janela de oportunidade para um projecto nacional de desenvolvimento dada ao Brasil desde o fim do regime militar. Em nome da política, muito se desperdiçou, pouco se fez e mesmo estes ganhos correm o risco de serem perdidos nessa crise, na qual o PT tem farta responsabilidade. 

O elemento fundamental para a continuação da intensificação da polarização foi a decisão de Lula se candidatar. Estivesse ele interessado no futuro da nação, estaria exigindo que os mesmos critérios usados para o julgar fossem estendidos à toda a classe política ao invés de se colocar na posição de mártir. Lembro que aqui, apesar de toda a minha oposição ao governo Lula, quando ainda escrevia no blogue O Gládio, e ao governo Dilma Roussef, fui contra a campanha pelo impeachment e defendi que seria melhor deixar o governo Dilma, enfraquecido, numa crise de legitimidade e incapaz de propor o que fosse e fazer grandes danos, chegar ao fim. Tivesse isso acontecido, jamais Lula seria cotado para uma nova presidência e o PT estaria condenado a uma geração afastado do poder, tal como era sentido nos momentos finais do governo Dilma. Ao invés disso, o impeachment aconteceu e agora, também graças à acção do agente Moro, temos um mártir que, levando em conta que a população é levada por sentimentos e tão facilmente quanto condena, perdoa, chegará quase de certo ao segundo turno se conseguir concorrer nas eleições. A crise actual só favorece esse cenário. Se não puder ser candidato, Lula, ainda assim, conseguirá colocar o próximo governo numa posição difícil e, ainda por cima, colocará a legitimidade das eleições em causa. Qualquer pessoa que reflicta sobre isso só pode concluir que Lula age contra os interesses do Brasil e coloca lenha na fogueira quando a nação mais precisa de serenidade! Bom para os interesses que visam transformar o Brasil num imenso Congo... Mas a verdade é que desde os tempos da Carta ao Povo Brasileiro, a farsa Lula caiu por terra, ficando claro que ele não passa de uma carta na manga da banca internacional. Infelizmente a esquerda, em termos de fanatismo e estupidez, nada deve à tal direita que ressurge agora em torno de Bolsonaro, e até dá lições. O guru de Bolsonaro, nos tempos de juventude, foi um agitador comunista. Digamos que deixou de ser comunista...  

Quanto ao Sr. Jair Bolsonaro, que, apesar de todos os improvisos e falta de visão em relação a vários pontos essenciais para o Brasil, já deixou bem claro de que lado está tanto na escolha da sua equipe económica como em várias  intervenções em que descaiu, para não falar de episódios ridículos como aquele em que bateu continência para a bandeira americana (nem no mais servil país da NATO eu consigo imaginar um militar fazendo o mesmo!). Bolsonaro é favorável à venda das empresas nacionais a grupos estrangeiros, a começar pela Petrobrás (notem que não sou um defensor do actual modelo de gestão dos recursos minerais e do petróleo no Brasil), e já afirmou publicamente que também é favorável à venda de parcelas da Amazónia, incluindo a cedência da soberania sobre o território. Pobre Alexandre de Gusmão, e pobre Barão do Rio Branco! Fossem vivos, provavelmente seriam chamados de comunistas ou agentes chineses por essa direita simiesca que se junta em torno do capitão asno. E agora, para não deixar dúvidas de que lado está, o asno escolheu para vice o general Mourão, velho conhecido do blogue, confirmando, mais uma vez, a maldita capacidade de intuição que me atormenta! 

É mais do que claro que se estabeleceu uma relação simbiótica entre as duas candidaturas, e daí os acenos favoráveis de tantos poderes internacionais. A subida do apoio a Bolsonaro, que pode continuar graças à escolha do general Mourão para vice, já que Mourão é inteligente, articulado e bom organizador, qualidades que faltam a Bolsonaro, ajuda a Lula pois ele, o nome mais forte à esquerda, passa a ser visto como o único capaz de bater o "capitão", representante de um suposto e ameaçador fascismo. Bom, talvez um fascismo como o que Soros ajudou a tomar conta de Kiev após um golpe que o seu mentor, Olavo de Carvalho, desejava que servisse de exemplo para as massas que pediam o impeachment, ou algo mais "romeno". Por outro lado, o retorno de Lula é percebido por uma significativa parcela da população actualmente inclinada para a direita como prova cabal de que o Brasil é um país comunista e que o Foro de São Paulo é uma organização que tem por objectivo fundar uma URRS na América Latina, o que fortalece Jair Bolsonaro.

E agora foi introduzido um terceiro elemento na disputa, o insignificante, insosso, corrupto e internacionalista associado do crime organizado Geraldo Alckmin, que será o candidato com o maior tempo de antena disponível. Alckmin aparece então como o "candidato moderado", capaz de despolarizar o Brasil e mais técnico, ao menos na percepção de parte do público. E por detrás de tudo isso, temos os interesses internacionais, que jogarão com todas essas candidaturas de modo a obterem o máximo possível de cada uma, em detrimento da nação. Melhor ainda será se o próximo governo for a garantia de uma grave crise, e é isso o que vejo acontecer em qualquer cenário em que vença um candidato internacionalista. Um governo Alckmin pode parecer garantia de maior serenidade, mas a verdade é que pode ser ainda mais facilmente desestabilizado do que foi o governo Dilma pois ele está completamente comprometido, seja por "lawfare", seja por "pressão popular". E com aquela capacidade de mobilizar massas do Alckmin...  Para os poderes internacionais, quanto pior estiver o Brasil, ou seja, quanto mais dividido e enfraquecido estiver, tanto melhor pois assim terão a sua margem de negociação incrivelmente aumentada. (a continuar numa parte 3)

sábado, 18 de agosto de 2018

Joyce Hasselmann, a porca de estimação de Olavo de Carvalho (guru de Bolsonaro)

Não é basta parecer e agir como uma porca. Tem de ser!




Joice Hasselmann, arrivista que escolheu a via do jornalismo para atingir seus objectivos e até há pouco era uma petista convicta, mudando rapidamente de posicionamento quando percebeu que a onda direitista tinha mais a oferecer do que a fidelidade a uma causa julgada perdida, é uma velha conhecida do blogue. Recomendo a todos a leitura de um post inspirado nessa caricatura:


Fiel a si própria, incapaz assim de não cair ainda mais baixo do que já caiu, a porca agora dá voz a uma campanha de difamação contra a minha pessoa, chegando ao ponto de me atribuir qualidades que desconhecia, como o facto de ser uma duguinette, acções que não empreendi, como a denúncia que levou Olavo de Carvalho, o drombo que faz a cabeça de Jair Bolsonaro, a ser banido do facebook, e afirmações caluniosas altamente injuriosas inventadas pelo próprio a atribuídas a mim.
Enfim, tácticas desesperadas de quem já percebeu que é o elo mais fraco da candidatura Bolsonaro, a última esperança de Olavo de Carvalho...  

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Quando o Censor Reclama da Censura

Desejo avisar a todos que fui bloqueado no facebook pela acção das massas de fanáticos de Olavo de Carvalho e do candidato presidencial Jair Bolsonaro, que criaram uma enchente de denúncias contra os meus posts. Isto aconteceu logo a seguir ao vídeo abaixo ter sido espalhado pela rede de influência olavo-bolsonariana:


Para isso, me acusou de falsos crimes que nem sequer se deu ao trabalho de descrever, já que não existem, incorrendo assim não apenas em difamação, mas sobretudo ao incitamento à perseguição contra a minha pessoa da parte dos seus seguidores e dos eleitores iludidos pela candidatura de Jair Bolsonaro.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Hamilton Mourão, o general que queria ser sipaio...


E eu que me achava o maior idiota do mundo por ter acreditado que lutava pela
Inglaterra quando não passava de carne para canhão dos accionistas da EIC. O FDP nem é inglês!

Antes de continuar o post sobre as eleições, faço questão de fazer um pequeno desvio para chamar a atenção para o perfil do general Hamilton Mourão. Em primeiro lugar, lembro que é filho de outro general do Exército Brasileiro, o que torna interessante o nome “Hamilton Mourão”, homenagem a Alexander Hamilton (tal costume foi introduzido no Brasil por maçons, é bom lembrar). Para muitos, por conta da desmoralização e da ignorância que tomou conta do brasileiro médio, isso pode parecer normal, mas para mim denuncia algo grave: o complexo de inferioridade em relação ao anglo-saxão. Alguém imagina um general americano WASP ostentando nomes do tipo "Vasco da Gama van Buren", "Getúlio Washington" ou "Pedro Álvares Prescott"?   

Se a intenção era homenagear um Alexandre, em se tratando de um militar brasileiro, que fosse o Alexandre de Gusmão (o Magno é demasiado pretensioso), habilidoso diplomata nascido no Brasil que negociou o Tratado de Madrid (procurem saber se algum “americano” teve semelhante cargo no Reino Unido), tratado que não apenas foi uma obra do engenho de Alexandre de Gusmão com importância para a nossa história, mas também fonte de algumas inovações que a partir daí se tornariam regras na diplomacia internacional. 

Para além de considerar tal ambiente psicológico incompatível com a posição de general do exército brasileiro, ainda por cima denota algo ainda mais grave do que o complexo de inferioridade e a subserviência em relação ao anglo: a total inabilidade para compreender a alma do objecto de devoção. Ao mesmo tempo que Hamilton Mourão homenageia o anglo com o seu nome, se torna alvo de desprezo, ainda mais porque o seu nome de família é uma piada pronta: Hamilton Moron? Gargalhadas em West Point...  Ele não tem culpa do nome, e um nome não é um destino, mas a sua intervenção na maçonaria, que aqui mostramos, mostra que ele absorveu o espírito implícito no próprio nome e que podemos inferir que esteve presente no ambiente em que foi criado, jamais o deixando. 

Agora que toquei no discurso na maçonaria, aproveito para fazer um segundo ponto. Por uma extraordinária combinação de símbolos, tudo em torno de Mourão aponta para o que ele defende e representa dando-lhe uma dimensão “mitológica”. Mestiço, tal e qual Calabar, como ele se insurge contra a própria nação passando a defender os interesses das corporações. No caso do Calabar original, defendia os interesses de uma corporação, a Companhia das Índias Ocidentais Neerlandesa (o "Brasil Holandês" não era colónia das Províncias Unidas, mas sim da WIC, companhia com acções na Bolsa de Amsterdão), enquanto o Ersatz de Calabar defende o interesse de todas as corporações e governos globalistas com ambições sobre o Brasil (quanto às corporações brasileiras, devem ser vendidas ou destruídas pela Lava Jato...). Também neste caso, está completamente sintonizado com o seu colega de chapa, Jair Bolsonaro, que defendeu a prisão do Almirante Othon na entrevista do Roda Viva chegando ao ponto de chamar um herói brasileiro de ladrão(!), coisa que, na melhor das hipóteses, poderia ser considerada como gravíssima falta de compreensão da segurança nacional e da geopolítica. Mas é bem pior do que isso (e ainda há muito por se investigar)!

Relembrem Guararapes!

Voltando ao tal discurso, em que ataca os portugueses sob o termo “ibéricos” (tal e qual faria um protestante anglo-saxão ou neerlandês), e desmoraliza os índios e os negros, Mourão ataca de frente o exército que serviu, exército esse cujo mito fundador é constituído pela primeira e a segunda Batalha de Guararapes, batalhas decisivas numa guerra em que o negro, o índio e os vários elementos luso-brasileiros, brancos e mestiços, provaram o seu valor, numa situação de total inferioridade de meios e números, contra um exército de mercenários veteranos das guerras europeia a soldo de uma corporação cujo poder era maior do que o de muitos estados (Pensem na Blackwater e no que tem denunciado o General Santa Rosa). Da minha parte, se fosse dado a simplismos, diria que a grande culpa do Brasil ser o que é recai nas costas dos cristãos-novos, grupo cujo espírito colocava o lucro imediato acima da nação, nação que poderia sempre ser abandonada por outra se as circunstâncias fossem favoráveis a isso. Assim fizeram muitos depois da derrota da WIC. Hoje o mesmo espírito está presentenas elites compradoras que vendem o Brasil em troca de lucrosimediatos e se mudam para Miami ou Lisboa, e mais do que em qualquer outra candidatura estes espírito está presente em tornoda chapa “verde-oliva”, ou melhor, da chapa “verde-dólar”.

Hamilton Mourão é um general com alma de sipaio e envergonha o Exército Brasileiro e o Brasil!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Recomendação do Prometheo: A Hora do Corvo




Dia 11 de Agosto é a data escolhida para o primeiro episódio do programa de entrevistas "A Hora do Corvo", apresentado pelo meu irmão, Jorge Velasco. O convidado do primeiro programa será o padre Paul Kramer. Mais detalhes serão divulgados em breve.

A Hora Do Corvo: Entrevista ao Pe. Paul Kramer 11-08-2018


Eleições no Brasil: Ou o gigante acorda do coma, ou desligarão a máquina...



Nos EUA ou na Rússia, seria protegido como elemento importante à segurança nacional. 
Quem não entende a importância do assunto não está preparado para votar nas eleições.  



O Brasil está a um passo de perder o pouco que resta dos fundamentos materiais da sua soberania. O assunto, para ser abordado de forma precisa, exigiria um livro, portanto apenas me apegarei a pontos mais conhecidos.  A Petrobrás, empresa essencial não apenas pela sua importância para o abastecimento do mercado brasileiro por derivados do petróleo, mas sobretudo pelo papel que pode desempenhar num ressurgimento do sector da construcção naval e de surgimento de uma indústria química de ponta, foi sabotada por décadas de desvios de fundos e má-gestão e agora corre o risco de ser liquidada. A situação chega a ser tão caricata que uma das empresas interessadas na partilha dela é a estatal norueguesa Statoil, agora Equinor. Já a Embraer, uma ilha de produção industrial avançada num país que aos poucos se transforma numa roça continental, foi comprada pela Boeing e será desmantelada discretamente, como é habitual nesse tipo de aquisição externa de um potencial concorrente. Até mesmo com a McDonnell Douglas, e aqui não existia nenhum imperativo geopolítico, foi isso que aconteceu. Na minha opinião, conhecendo um bocado a história das corporações, e os seus métodos, a Embraer será “esvaziada” dos seus quadros mais qualificados, através de programas de demissão voluntária, e em simultâneo haverá ofertas de empregos irrecusáveis na matriz americana (quanto à Golden Share, mesmo que valesse contra tais subterfúgios, seria facilmente contornada com uns subornos no congresso e no senado). 

Já sector bélico foi quase todo comprado por estrangeiros, com destaque para os israelitas (ELBIT), e os vários programas de reequipamento e desenvolvimento de tecnologia, em especial o programa de submarinos e o programa nuclear, chegaram a ser directamente sabotados pela Lava Jato. Esta “operação”, cuja ênfase em perseguir o empresariado nacional (deixando um vácuo para ser preenchido por empresas estrangeiras que fazem o mesmo que fazia a Odebrecht) e polarizar ainda mais a população graças ao seu descarado viés partidário, deveria alertar até o mais ingénuo dos brasileiros para a acção de Sérgio Moro, arrivista cooptado pelo Departamento de Estado Americano que tem usado com sucesso na América Latina uma “versão jurídica” da guerra de quarta geração que tem semeado “primaveras” em todo o mundo (técnica conhecida por “lawfare”), ainda mais depois da prisão de Othon Luiz Pinheiro da Silva, talvez o mais importante cérebro do Brasil. Nações mais cientes da importância da sua soberania tratariam de promover e proteger esse herói. Quanto às forças armadas, que ensaiaram uma ligeira melhora das condições materiais durante a medíocre gestão de Dilma Roussef, agora voltam à penúria, o que é especialmente preocupante quando se têm em mente o estado da marinha brasileira, que possui um número ridículo de submarinos convencionais ultrapassados e cujas poucas escoltas estão prestes a ser descomissionadas, e da defesa anti-áerea e anti-míssil, que pode, sem exagero, ser definida como “não existente”. E à norte do Rio Amazonas continua o processo de desnacionalização do território, processo este que avança sem recuos desde a era Collor de Mello. (Parte 1 - Continua na Parte 2)